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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

EXCLUSIVO

TEMER NÃO TEM POSIÇÃO SOBRE A 'FUSÃO' DA EMBRAER À AMERICANA BOEING
GOVERNO DETÉM UM TIPO DE AÇÃO NA EMBRAER, CONSIDERADA A "JOIA DA COROA" DA INDÚSTRIA BRASILEIRA, DENOMINADA "GOLDEN SHARE" (FOTO: ESTADÃO CONTEÚDO/TWITTER)

COMPRA DA EMBRAER SERÁ ANALISADA, DISSE ELE AO 'DIÁRIO DO PODER'


O presidente Michel Temer não tem posição formada e não quis comentar as informações de negociação de incorporação da Embraer pela empresa norte-americana Boeing, segundo revelou o Wall Street Journal nesta quinta-feira (21). Ele afirmou ao Diário do Poder que tomou conhecimento do fato pela imprensa. "A mim não chegou absolutamente nada", disse o presidente, " não tenho o que dizer a respeito disso". Ele acha que o interesse da Boeing é para deixar o Brasil lisonjeado e que mostra ser a Embraer uma empresa de sucesso, mas o tema deve merecer uma avaliação criteriosa e aprofundada, antes de o governo se posicionar. E explicou que os entendimentos estão no âmbito do Ministério da Defesa e do Comando da Aeronáutica. 
A notícia levou a fabricante aeronáutica ao topo das negociações da bolsa brasileira B3. As ações da empresa chegaram a disparar cerca de 40% durante o dia. Fecharam em alta de 22,5%, a R$ 20,20. Em Nova York, as ADRs (recibos de ações) da companhia também chegaram a subir mais de 20%, cotados acima de US$ 26.
Segundo o jornal, há uma “potencial combinação” entre as empresas. A Embraer confirmou as tratativas. De acordo com o comunicado em conjunto publicado pela Comissão de Valores Mobiliários dos Estados Unidos (Securities and Exchange Commission), as bases da negociação ainda estão em discussão.
Segundo o Wall Street, o acordo envolveria um prêmio relativamente alto para a Embraer, que tem um valor de mercado de aproximadamente US$ 3,7 bilhões. As conversas estão em compasso de espera, à medida que as empresas aguardam uma resposta do governo brasileiro sobre o tema. O governo brasileiro detém um tipo de ação na Embraer, denominada "golden share", que garante poder de veto em eventual mudança acionária na empresa. 
A união entre as empresas pode criar uma gigante global de aviação, com forte atuação nos segmentos de longa distância e na aviação regional, e capaz de fazer frente a uma união similar entre as concorrentes Airbus e Bombardier.

Claudio Humberto

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