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sexta-feira, 22 de dezembro de 2017

OPERAÇÃO MAUS CAMINHOS

GOVERNADOR CASSADO DO AMAZONAS É PRESO POR DESVIOS NA SAÚDE
MELO RECEBERIA PAGAMENTOS PERIÓDICOS DE ORGANIZAÇÃO CRIMINOSA, DIZ PF (FOTO: VALDO LEÃO/SECOM-AM)


JOSÉ MELO (PROS) FOI DETIDO EM REGIME TEMPORÁRIO NA TERCEIRA FASE DA OPERAÇÃO MAUS CAMINHOS


A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 21, o ex-governador do Amazonas Jose Melo (PROS) por suposto envolvimento em desvios de recursos público na área da Saúde. A prisão de melo é temporária. Ele é o principal alvo da Operação Estado de Emergência, terceira fase da Operação Maus Caminhos. Os investigadores atribuem a ele papel importante no núcleo político de organização criminosa.
A Operação Maus Caminhos é uma investigação conjunta da PF, Procuradoria da República e do Ministério da Transparência e Controladoria-Geral da União.
Segundo a investigação, Melo ‘recebia vantagens indevidas do esquema criminoso, o que gerava acréscimos patrimoniais e movimentações financeiras incompatíveis com a renda’.
A PF cumpre, além da prisão temporária de Melo, outros 7 mandados de busca e apreensão em Manaus e também no município de Rio Preto da Eva.
A Operação Estado de Emergência, deflagrada nesta quinta, 21, recebeu este nome, segundo a PF, por ser ‘uma referência à situação de calamidade pública que se encontrava a prestação de serviços de saúde no Estado’.
Em 31 de agosto de 2016, o então governador decretou estado de emergência econômica na saúde do Amazonas, um mês antes da deflagração da primeira fase da Operação Maus Caminhos.
Na ocasião, Melo criou o Gabinete de Crise, composto pelas secretarias estaduais de Saúde, Casa Civil, Fazenda e Administração e Gestão.
Segundo a PF, os secretários destas Pastas foram presos na Operação Custo Político, 2ª fase da Maus Caminhos, deflagrada no último dia 13.
Os investigadores descobriram o suposto envolvimento do ex-governador com o ‘avanço da investigação’.
A PF diz que ‘o chefe maior do Executivo estadual recebia pagamentos periódicos dos membros da organização criminosa’.
Na primeira fase da operação, a PF, Procuradoria e a Controladoria descobriram que a organização desviava recursos da saúde por meio de contratos da Secretaria da área com o Instituto Novos Caminhos (INC) para a gestão de duas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) em Manaus e Tabatinga e um centro de reabilitação para dependentes químicos em Rio Preto da Eva. As fraudes somavam mais de R$ 110 milhõese ‘contavam com o envolvimento de agentes públicos e privados’.
A segunda etapa da Maus Caminhos, denominada Custo Político, chegou a ‘novos agentes públicos’ supostamente envolvidos nas irregularidades, incluindo ex-secretários do Amazonas. A investigação revela que os ex-secretários ‘utilizavam prerrogativas para dar prioridade e agilidade nas liberações de recursos para a organização social INC, ‘mediante atos de ofício e em troca de vantagens indevidas’. 

(AE)

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