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segunda-feira, 30 de julho de 2018

ELEIÇÕES 2018

A terra prometida

Alckmin, Paes e Skaf começam campanha tentando driblar relação com aliados problemáticos

Dois dias depois de sentar à mesa com personagens da Lava Jato para sacramentar o apoio do centrão, Geraldo Alckmin celebrou a aliança com o PTB, chefiado pelo delator do mensalão, Roberto Jefferson.
“Aqueles que veem aliança com olhar mesquinho estão enganados”, declarou o tucano na convenção da sigla. Já o petebista disse que o ex-governador vai “nos guiar à terra prometida” como “Moisés no deserto”.
Alckmin falou em fazer um governo que “honre as tradições” do PTB. O pré-candidato do PSDB à Presidência deveria ser mais claro. Se a tradição a que se refere for a do PTB a partir da redemocratização, a terra prometida será
O tucano selou o acordo com a legenda no meio da investigação da Polícia Federal sobre fraudes na emissão de registros sindicais pelo Ministério do Trabalho, entregue ao partido de Jefferson por Michel Temer. 
A filha do comandante do PTB, deputada Cristiane Brasil, só compareceu ao evento que oficializou  apoio a Alckmin, no sábado (28), após autorização de última hora do STF. Ela e o pai são alvos do inquérito policial.
No domingo (29), Eduardo Paes lançou sua candidatura ao governo do Rio pelo DEM. Ele filiou-se ao partido como tentativa de sobrevivência política depois que o MDB local, pelo qual dirigiu a prefeitura, foi alvejado pela Lava Jato. Seu ex-aliado e ex-governador Sérgio Cabral está preso e o atual, Luiz Fernando Pezão, sem forças, teve de entregar a chave da segurança para o Planalto.
Ao falar na convenção do DEM, Paes ignorou os escândalos. Alexandre Pinto, seu ex-secretário de obras nos tempos de prefeito, foi preso acusado de receber propina no exterior.
Em São Paulo, Paulo Skaf lançou a candidatura ao governo paulista pelo MDB sem a imagem de Temer nem menção ao padrinho político. Em delação, Marcelo Odebrecht afirmou que acertou com Temer, em jantar no Jaburu em 2014, o repasse de R$ 6 milhões para a campanha de Skaf a governador naquele ano.
O teor do encontro é investigado pela Procuradoria-Geral da República.

Leandro Colon – Folha de S.Paulo

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