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segunda-feira, 12 de agosto de 2019

INQUÉRITO ABERTO

Polícia abre inquérito sobre acidente com jovem em kart

Comerciante Adrea Tumajan é sogra de Débora StefanyFoto: Léo Malafaia/Folha de Pernambuco


Delegada Beatriz Leite recebeu o caso e disse que será solicitada uma perícia no local do acidente

A sogra da jovem Débora Stefany, 19 anos, que sofreu acidente de kart em supermercado na Zona Sul do Recife, fez Boletim de Ocorrência (BO) na tarde desta segunda-feira (12), na Delegacia de Boa Viagem. A comerciante Adrea Tumajan, 50 anos, estava acompanhada do advogado Carlos Carvalho. "Vamos esperar o andamento do inquérito e a evolução clínica da Débora para avaliarmos quais medidas judiciais vamos tomar", disse Carvalho.

Visivelmente abalada, a sogra de Débora disse que a empresa foi negligente. "Não tinha ninguém para orientar direito sobre as normas de segurança. Ela só estava com capacete. Não vi luva, macacão, touca, nada. Ninguém chegou para dar orientação nenhuma", disse a comerciante Adrea Tumajan. Ela disse ainda que espera Justiça e que Débora se recupere logo. "Foi o parque dos horrores para falar a verdade. Não desejo isso para ninguém. Que sirva de alerta para todos. Vocês não imaginam a dor de pegar um saco cheio de cabelo dela."


A delegada Beatriz Leite recebeu o caso e disse que será solicitada uma perícia no local do ocorrido. "Vamos apurar se houve negligência por parte da empresa. O trabalho dos peritos será essencial para esclarecermos o que houve. Temos até 30 dias para concluir o inquérito", disse. As investigações serão repassadas para o delegado Alfredo Jorge, titular da delegacia de Boa Viagem.

Agentes do Programa de Defesa do Consumidor de Pernambuco (Procon-PE) e do Corpo de Bombeiros fiscalizaram, nesta segunda-feira (12), o circuito de kart.
 A falta de sinalização específica sobre os equipamentos de segurança e da maneira correta sobre como prender o cabelo são alguns dos motivos da causa do acidente ocorrido no circuito localizado no estacionamento do Walmart, na Zona Sul do Recife, apontam o Corpo de Bombeiros e ProconPE.

Além disso, a falta de um profissional para orientar os usuários é outro ponto criticado pelos órgãos fiscalizadores. O Procon-PE alertou que a empresa será multada - o valor varia entre R$ 1.050 e R$ 1 milhão e se baseará na quantidade de irregularidades encontrada pelo Corpo de Bombeiros e pelo Procon. O circuito se encontra interditado.




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