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sexta-feira, 13 de setembro de 2019

REFINARIA MULTADA

Refinaria Abreu e Lima é multada em R$ 705 mil pela CPRH

Óleo escapou da contenção após vazamento e chegou a mangue próximo à refinariaFoto: Rafael Furtado/Folha de Pernambuco


Por causa de vazamento de óleo da unidade de refino, houve a autuação por danos ambientais

Em decorrência do vazamento de resíduo oleoso no Complexo Industrial de Suape, em Ipojuca, no Grande Recife, a Refinaria Abreu e Lima (Rnest) recebeu uma multa, nesta sexta-feira (13), estimada em R$ 705 mil pela Agência Estadual de Meio Ambiente (CPRH). O crime ambiental ocorreu no último dia 26 de agosto, no qual houve o derramamento de material em 4,5 hectares do entorno, atingindo riacho, flora e fauna locais.
A medida foi apresentada numa reunião, na manhã desta sexta, no Parque Estadual Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife. Na ocasião, o órgão ambiental descartou a possibilidade da unidade de refino estar envolvida com o vazamento de piche nas praias do litoral de quatro estados.

Procurada, a Petrobras informou que, em breve, vai divulgar uma nota sobre o assunto.
Para avaliar a multa e o impacto do material extravasado da unidade de refino, a CPRH contou com o envolvimento de 20 técnicos da instituição. O estudo apontou que o vazamento teve impacto no rio Taveiro, em animais como jacaré, pássaros e cobra-d’água, vegetações de mangue e restinga, além do solo do entorno.
Porém, o corpo técnico descartou a possibilidade de vazamento do material para o mar, ficando preso às redes de contenção. Para se ter certeza, houve a coleta de amostras de água de oito pontos, principalmente do rio atingido e o estuário do rio Tatuoca.
De acordo com o diretor de fontes poluidoras da CPRH, Eduardo Elvino, houve a autuação por quatro infrações cometidas - contaminação do rio, impactos sobre a fauna silvestre, descumprimento de Resolução do Conama e ausência de autorização para manejo de fauna silvestre -, totalizando R$ 705 mil.
“Inicialmente, esses quatro autos foram emitidos e, no decorrer da investigação poderão surgir novos autos de infração. Um deles é por conta da contaminação do solo, mas a gente só vai poder dar um auto de infração quando a gente souber do dano como um todo”, explica o diretor.
FolhaPE

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