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quarta-feira, 8 de janeiro de 2020

O OUTRO LADO DA HISTÓRIA

Motorista de aplicativo nega ter sido homofóbico com casal

Motorista Paulo Augusto RodriguesFoto: Jose Britto/Folha de Pernambuco


Paulo Augusto Rodrigues, 53, foi espontaneamente prestar depoimento na Delegacia de Santo Amaro, nesta terça-feira (7)

O motorista Paulo Augusto Rodrigues, 53, foi espontaneamente prestar depoimento na Delegacia de Santo Amaro, nesta terça-feira (7). Ele foi denunciado pelo casal Eliseu de Oliveira Neto e Ygor Higino por praticar homofobia, no último sábado (4), no Recife. Outro motorista de aplicativo, que não quis se identificar, também foi à delegacia para informar detalhes sobre uma corrida com o mesmo casal, realizada na sexta-feira (3).

Paulo Rodrigues negou todas as acusações de Eliseu e Yago e contou que pediu para o casal descer do veículo porque estavam se agredindo física e verbalmente. "Parei o carro e falei para eles pararem as agressões, ou eu não seguiria com a viagem e iria comunicar o acontecido ao aplicativo. Eles pararam, mas, próximo ao Hospital Português, voltaram a se agredir. Então, voltei para a Conde da Boa Vista, onde encontrei a viatura e estacionei o carro. Avisei que iria encerrar a corrida, pois eles poderiam tirar minha atenção do volante e acontecer um acidente", disse.

Segundo Paulo Augusto, Eliseu teria saído do veículo e batido fortemente a porta. Foi quando o motorista desceu para reclamar e acionar os policiais. Ao retornar para o veículo, Paulo Augusto percebeu que Eliseu estava fotografando o carro e houve um desentendimento. Em seguida, o policial se aproxima e também se desentende com Eliseu.


"Momentos depois reportei ao aplicativo o que tinha acontecido. "Estou sendo julgado pelo crime de homofobia, mas não sou. Trabalho à noite há quase quatro anos. Sempre faço corrida com o público da Metrópole e nunca tive problema nenhum", falou. Em nota, a 99 informou que não localizou outras queixas contra o condutor. Contudo, o motorista em questão foi banido da plataforma. "Uma equipe especializada está em contato com a vítima e seu namorado para oferecer todo o apoio e acolhimento necessários", disse a empresa.

Outro motorista, que não quis se identificar, também foi nesta terça-feira (7) à delegacia para prestar depoimento. Ele contou que na última sexta-feira (3) pegou uma corrida com Eliseu e Yago, na qual o casal também teria se agredido. "Quando os dois entraram no carro, o mais novo estava com um hematoma no rosto. Ele perguntava ao Eliseu porque ele tinha cometido aquela agressão", disse. O motorista disse que ao ver as notícias sobre o caso reconheceu o casal. "Não conheço o motorista envolvido no caso, mas estou aqui porque me senti culpado de não ajudar", falou.

O presidente da Associação dos Motoristas de Aplicativos de Pernambuco (Amape) disse que vai solicitar judicialmente à 99 para que seja feita a reintegração do motorista ao serviço. "Também vamos requisitar que a empresa envie à polícia o reporte do motorista sobre o ocorrido. É uma informação importante e que vai ajudar a mostrar que ele deixou os passageiros em local seguro e que não houve crime de homofobia", disse.


FolhaPE

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