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segunda-feira, 13 de julho de 2020

MUITO DINHEIRO APREENDIDO

MP apreende R$ 8,5 milhões em dinheiro em ação que prendeu o ex-secretário de Saúde do RJ, Edmar Santos


A operação do Ministério Público, que prendeu nessa sexta-feira (10/7) o ex-secretário de Saúde do Rio de Janeiro, Edmar Santos, apreendeu também R$ 8,5 milhões de reais em dinheiro. De acordo com o Grupo de Atuação Especializada no Combate à Corrupção, desse montante, cerca de R$ 7 milhões estavam em reais e o restante em dólares americanos, euros e libras esterlinas.
No sábado (11/7) à tarde, o Ministério Público disse que o valor contabilizado foi entregue ao órgão “espontaneamente por um dos investigados, que estava acompanhado de seu advogado”, mas não disse o nome do dono do dinheiro.
O MP afirmou que não pode revelar todas as informações sobre a apreensão no momento porque poderia “prejudicar movimentos da operação, que ainda está em andamento”.
A defesa de Edmar diz, em nota, que a quantia apreendia “não foi encontrada em nenhum dos endereços do cliente”“Tanto é assim que nos termos de arrecadação (lista de bens apreendidos) das duas residências de Edmar – as únicas referidas na decisão da 1a Vara Especializada Criminal – não consta a apreensão desses valores”, diz o texto.
O ex-secretário é investigado por suspeitas de irregularidades nos contratos de Saúde do RJ durante a pandemia de Covid-19, e deverá responder por peculato – corrupção cometida por funcionário público – e organização criminosa, segundo o MPRJ.
Os promotores apresentaram provas de que o próprio ex-secretário fazia a interface com empresas interessadas em contratar com a secretaria. Em certas ocasiões, diz o MPRJ, Santos realizava prévia indicação daqueles que seriam contratados em processos administrativos que estavam por vir.
Em uma conversa de áudio no celular de Neves, Edmar Santos determinava a criação de uma “lista secreta” daqueles que seriam fornecedores da pasta.
“(…)Mapeia para mim todos os endereços de depósito de distribuidor de medicamento, distribuidor de material médico e distribuidor de equipamento aqui no Rio de Janeiro. Cara, todos esses endereços de depósito, deixa uma lista aí secreta contigo. Só eu e você vamos ter acesso a isso”, instruiu Santos a Gabriell Neves, ex-subsecretário que também está preso.
Além disso, há suspeitas de irregularidades nos contratos firmados sem licitação. Entre eles, o de compra de respiradores, oxímetros e medicamentos e o de contratação de leitos privados. O governo do RJ gastou R$ 1 bilhão para fechar contratos emergenciais.
Dos 1 mil respiradores comprados pela pasta, apenas 52 foram entregues e não serviam para pacientes com Covid-19. Os contratos foram firmados com três empresas, também investigadas.

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