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terça-feira, 29 de dezembro de 2020

SANTA CRUZ - RETROSPECTIVA

Em ano de altos e baixos, só acesso para a Série B salva temporada do Santa Cruz

Dentro de campo, números não são dos piores: 64,4% de aproveitamento (Foto: Rafael Melo/Santa Cruz)



Desempenho em 2020 variou entre séries invictas e lideranças na primeira fase para eliminações precoces, vice para o Salgueiro e polêmicas internas


O ano de 2020 provavelmente não vai deixar saudades para o torcedor do Santa Cruz. Não entenda mal, foi um ano marcado pelo domínio dentro de campo, com sequências invictas e bons aproveitamentos. Ainda assim, porém, foi um ano de eliminação precoce nas Copas do Brasil e do Nordeste, derrota inédita no Pernambucano e mais uma disputa de Série C, a terceira consecutiva, que, dessa vez, pode salvar a temporada, tendo um final diferente. 

As expectativas para o ano começaram em baixa, com um grande atraso no anúncio de Itamar Schülle, que só assumiu o clube em dezembro, mais de três meses depois do fim da Série C. À época, houve muita crítica à lentidão e ao início da formação do time, o que foi mudando com a chegada de nomes mais conhecidos, como o volante Paulinho e os meias Didira e Chiquinho.

Quando a temporada começou, o futebol do Santa logo engrenou e, mesmo com momentos de oscilação, se firmou, convencendo a torcida, que ganhou uma preocupação em setembro, quando, repentinamente, Itamar Schülle anunciou sua saída do time por motivos pessoais. Menos de 10 minutos depois, o Santa já tinha um novo nome para seu comando: Marcelo Martelotte, que voltou para sua quarta passagem no comando coral.
Se o time estava engrenado com Itamar, logo engatou a sexta marcha com Martelotte e emendou 10 jogos sem perder, garantindo a classificação à fase decisiva da Série C com antecedência. Agora, em meio à disputa do quadrangular, o Santa ainda sonha com o retorno à Segundona.

Sequências boas, eliminações duras

O atípico ano de 2020 foi diferente de tudo que o futebol já viu. Por causa da pandemia da Covid-19, a temporada teve um intervalo de quatro meses sem competições, entre março e julho. Na primeira parte, foram 17 jogos, com apenas três derrotas. Na Copa do Brasil, a queda aconteceu logo na segunda fase, nos pênaltis, após um empate em 1 a 1 com o Atlético-GO, da Primeira Divisão. Nesse intervalo, a classificação no Pernambucano já estava confirmada, com o primeiro lugar garantido com uma rodada de antecedência.
 
O retorno às atividades, em julho, já foi com uma vitória marcante. Por 2 a 1, o Tricolor venceu o Sport e eliminou o maior rival ainda na primeira fase do Pernambucano, garantindo o time na disputa do Quadrangular do Rebaixamento, além de selar a pior campanha da história do Rubro-Negro no Estadual.
 
Depois, porém, uma sequência de cinco empates selou as eliminações na Copa do Nordeste, nas quartas de final, frente ao Confiança; e no Pernambuco, na final, contra o Salgueiro; ambas nos pênaltis. Depois, o time engrenou e, quando Itamar foi trocado por Martelotte, o Santa já brigava pela liderança do grupo na Série C, algo que foi conquistado durante uma sequência invicta de 10 jogos conquistada pelo novo técnico já na largada.

Nesses 10 jogos, o Santa garantiu a classificação à segunda fase com quatro jogos de antecedência, mas depois de selar o primeiro lugar do grupo, teve outra sequência negativa, com cinco jogos sem vencer, algo que só foi quebrado na última partida do ano, a virada por 2 a 1 sobre o Ituano, que deixou o time com força na briga pelo acesso, que só será definido em 2021, ano que o Santa espera marcar o retorno à Série B.

Teve tempo também para polêmicas

Contratação que gerou mais expectativas na torcida, Didira quase teve sua permanência no Arruda bastante ameaçada, após se afastar do elenco, ainda em janeiro, para acompanhar o pai, que estava doente, em Maceió. De volta ao clube, ele teve um início ruim, mas voltou em melhor forma após a paralisação das atividades e virou titular absoluto.

As polêmicas, porém, vem de fora do campo. Em 10 meses no Arruda, Itamar Schülle nunca poupou críticas a diretoria e jogadores, sobre contratações, nomes escolhidos, atuações e chegando até a proferir discurso homofóbico em entrevista coletiva. Pouco após esse último caso, sua saída foi confirmada, com poucas explicações por parte do Santa ou do treinador. O grande imbróglio sobre as eleições, em uma disputa que envolveu a Justiça e terminou com o pleito sendo adiado para fevereiro, também animou os bastidores.

Santa Cruz em 2020

44 jogos
24 vitórias
13 empates
7 derrotas
61 gols marcados
31 gols sofridos
64,4% de aproveitamento

Principal Artilheiro: Pipico - 11 gols
Principais "garçons": Didira e Paulinho - 7 assistências
Quem mais jogou: Maycon Cleiton - 41 jogos
Mais cartões amarelos: Bileu e Danny Morais - 10 cartões
Mais expulsões: Danny Morais, Denilson, Lucas Isotton (auxiliar), Itamar Schülle, Didira, Renato Nogueira (preparador) e Paulinho

DP

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