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terça-feira, 16 de março de 2021

QUARENTENA EM PERNAMBUCO

Regras mais flexíveis com esforço em curso para acalmar setores

 


O anúncio foi feito na tarde de ontem pelo Governo do Estado e, diferente do que ocorreu em 2020, alguns setores, como a coluna antecipou, desta vez, tiveram suas atividades mantidas, a exemplo da construção civil. O atual decreto, como realçou o procurador Geral do Estado, Ernani Medicis, em coletiva ontem, não prevê restrição à circulação de pessoas e de veículos. Também, agora, a ilha de Fernando de Noronha não foi enquadrada no regime de quarentena, que entra em vigor na próxima quinta-feira (18) e se estende até o dia 28. No arquipélago, no entanto, continuam proibidas atividades não essenciais entre 22h e 5h. A despeito de alguma flexibilização e de medidas adotadas pelo governador Paulo Câmara, no último final de semana, no sentido de auxiliar setores da economia, alguns reagiram.

Na tarde de hoje, a secretária Executiva de Desenvolvimento Econômico, Ana Paula Vilaça, terá uma série de reuniões, entre as quais com a Fecomércio e com a Fiepe. À coluna, Ana Paula assegura que "o diálogo tem sido constante com todos os segmentos, embora, às vezes, a resposta não seja a que eles gostariam de ter". Ontem, Ana Paula se reuniu com empresários do Atitude PE. Na última sexta, dialogou com o trade e relata que, com a Abrasel, fala "o tempo inteiro". Ela observa: "O retorno eles sempre têm. Nem sempre é o que a gente gostaria de dar". A secretária pondera: "A gente também está diminuindo a arrecadação, o custo da Saúde aumenta e o cobertor é curto". Acrescenta que o governo enfrenta "limitações legais".

Em nota, a Fecomércio reiterou "a importância do diálogo e interlocução entre o governo estadual e as instituições de representação empresarial" e disse esperar "que exista também um olhar voltado à sobrevivência das pessoas jurídicas". Ana Paula, por sua vez, realça a falta de apoio do Governo Federal. "Primeiro, tem a atitude atrasadíssima em relação à vacinação, um impacto gigante (na economia)", cita ela, relatando que recursos do Ministério do Turismo, hipotecados, também não chegaram. "A AGE formatou todo programa e o recurso não veio até agora", lamenta.

Geraldo x Swchambach
Como esse foi o primeiro movimento do governo mais duro em relação aos setores produtivos desde que o ex-prefeito Geraldo Julio assumiu a pasta de Desenvolvimento Econômico, ontem, nos bastidores, não faltaram comparações entre a atuação dele e do antecessor, Bruno Schambach. Não foram poucas as menções cobrando um "protagonismo maior", uma vez que Bruno costumava estar nas coletivas e capitanear o diálogo com os segmentos.

Ginástica 

 O debate maior no governo, desta vez, admitem socialistas, acabou concentrado entre os secretários Décio Padilha (Fazenda) e André Longo (Saúde). Nas coxias, se atribui a flexibilização das medidas a um "esforço maior de Décio", traduzido por alguns como uma "ginástica para evitar novo lockdown", uma vez que ele vinha alertando para a necessidade de se pagar "a conta dos leitos".

Três cadeiras

A coletiva do governo contou com: Alexandre Rebêlo, André Longo e Ernani Medicis. Indagado sobre a reação de alguns setores, Rebêlo afirmou que "não há falta de diálogo", mas “falta de atendimento a pleitos específicos” e mencionou "falta de apoio do Governo Federal".

Lá e lô

Antes de ser substituído por Marcelo Queiroga, Eduardo Pazuello chegou a descrever, ontem, sua atuação no ministério como "proativa", relatou ter direcionado bilhões aos Estados, sugerindo que era preciso abrir leitos. Em Pernambuco, André Longo, cobrava, ao mesmo tempo, do Governo Federal, “comportamento mais proativo". E avisou: "Mais 200 leitos serão abertos nos próximos dias, mas isso não será suficiente".

Por Renata Bezerra de Melo

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