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segunda-feira, 27 de dezembro de 2021

MODELO DE GESTÃO CEARENSE

A Nova Ordem do Nordeste: para Evandro Carvalho, cearenses não são 'referência'

Evandro conversou com a reportagem sobre a ascensão do Ceará (Foto: DP Foto)



Para o presidente da FPF, não há 'nada de novo' no que é realizado pelos clubes das terras alencarinas; pelo contrário: já fazemos igual há anos


Em 2021, o âmbito político dos três principais clubes do Recife, Sport, Santa Cruz e Náutico, foi efervescente. Cada um sofreu duros processos eleitorais com debates acalorados e, em alguns casos, ataques que violaram o ‘cavalheirismo’ inerente ao esporte. Entre dezenas de ideias disparadas a todos os lados, algumas, no entanto, convergem.

Tratando-se das promessas dos candidatos às cadeiras executivas dos clubes do Trio de Ferro, o futuro do futebol pernambucano enxerga duas equipes como parâmetros. Fortaleza e Ceará - o modelo de gestão do Leão do Pici, por exemplo, esteve presente nas respostas dos três postulantes à presidência do Náutico.

Com um gerenciamento mais ‘participativo’, as decisões nas agremiações alencarinas são descentralizadas e passam pelo aval de profissionais em todos os departamentos - e isso é visto com bons olhos pelos clubes do Recife. Por outro lado, o presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, acredita que não há uma diferença tão grande entre os tipos de administração praticados pelos times daqui e os de lá.

“O que Ceará e Fortaleza realizam é o que os clubes do Recife fazem. São clubes sociais, patrimoniais e estatutários. A diferença é que eles não têm patrimônio. Mas têm o mesmo estatuto. Essa questão de dizer que o clube é profissional é uma falácia, porque o Sport também é. Não há nada que os clubes do Ceará fizeram que os de Pernambuco não tenham feito. É a mesma gestão”, disse o mandatário. 

Um dos fatores levantados por Evandro Carvalho que impedem o retorno do futebol pernambucano à era de destaque nacional é o alto custo dos clubes com o patrimônio - estádio próprio, sede, centro de treinamento e ginásios. Os cearenses, por outro lado, possuem um custo muito menor no quesito segundo o mandatário da FPF e podem direcionar os recursos arrecadados com maior facilidade ao futebol.

“Nós temos, em Pernambuco, um problema que era solução quando, há 100 anos, criamos o modelo de patrimônio. O torcedor dos clubes têm sentimento de pertencimento e devem entender que as equipes, como o Sport, que tem o maior patrimônio do Brasil, têm uma despesa monumental com a manutenção do patrimônio”. 

“É muito difícil, neste modelo atual, competir. Ceará e Fortaleza não têm estádio, nem sede. Esses clubes entenderam que são times de futebol e não clubes sociais. Assim, investem tudo que é arrecadado em futebol”, concluiu Evandro.

DP 

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