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sexta-feira, 4 de fevereiro de 2022

TENTAR ESTABILIZAR O PREÇO DOS COMBUSTÍVEIS

Governadores insistem em frear alta dos combustíveis


O texto propõe a criação de uma "conta de compensação", com seis diferentes fontes de recursos, todas atreladas ao dólar. As principais seriam decorrentes do aumento de arrecadação, pelo governo federal, a partir da elevação do preço internacional do petróleo e de eventual alta do dólar; do imposto de exportação do petróleo bruto; e de royalties destinados à União.

Portanto, o que o governo arrecadar a mais, devido à alta do petróleo, será repassado para a conta a fim de segurar o valor dos combustíveis. "Tomamos a decisão de apoiar a última versão apresentada hoje pelo senador Jean Paul, o PL 1472/2021, ele cria um fundo de estabilização de preços. Ele tem uma vantagem muito especial, de garantir uma fonte que não altera, não desequilibra receitas da União, não altera receitas atuais de estados e municípios", afirmou o governador do Piauí.

Prates explica que o programa será "excepcional e eventual". A conta seria utilizada, em caso de aumento de preço do petróleo, para segurar ou reduzir o valor dos combustíveis, amortecendo a elevação para o consumidor final.

O senador se reuniu nesta quinta com os governadores. "Estamos instituindo a conta de compensação que garante ao produtor, ao originador de produto, seja ele uma refinaria ou um importador, um preço de mercado internacional, o preço que está sendo praticado para eles hoje no Brasil, da mesma forma que, para o consumidor final, este preço não chegaria com o impacto que está chegando hoje, que é o que está doendo. No meio, fica um colchão de amortecimento alimentado por receitas excepcionalmente auferidas pelo governo federal durante este período de alta e justamente em função do preço alto do petróleo e do dólar supervalorizado", disse Jean Paul.

Para Wellington Dias, a conta de compensação poderá atingir R$ 32 bilhões. "[O projeto] não cria uma dificuldade para exportação porque é dentro de um padrão internacional. Gera uma receita estimada em R$ 32 bilhões. Com este valor mais receitas de royalties e participação especial decorrentes da subida do preço do barril do petróleo, portanto, não é de receita atual nem da União nem dos estados nem dos municípios, também formar um lastro que permite que a gente tenha uma estabilidade", avaliou.

A equipe econômica do governo não apoia a proposta da bancada petista, já aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado e à espera de análise do plenário.


por Magno Martins

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