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quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

TRAGÉDIA DE PETRÓPOLIS

Chega a 104 o número de mortos na tragédia de Petrópolis

Petrópolis teve pior chuva desde 1932


Na manhã desta quinta-feira (17), chegou a 104 o número de pessoas morreram em decorrência das fortes chuvas que atingiram a cidade de Petrópolis, na região serrana do Rio de Janeiro, na tarde de terça-feira (15) — ao menos 8 vítimas são crianças.

O Corpo de Bombeiros mantém buscas nos locais onde houve deslizamentos de terra.

O governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro, disse hoje (16) que Petrópolis teve sua pior chuva desde 1932. 

“Foram 240 milímetros em duas horas. Foi uma chuva altamente extraordinária”, disse Castro. O volume supera a média histórica atribuída a todo o mês de fevereiro que é, segundo a Defesa Civil municipal, de 238,2 milímetros. 

De acordo com a Secretaria de Defesa Civil nesta quarta-feira (16), também foram contabilizados 269 deslizamentos e 325 ocorrências. O município segue em estágio de crise e a prefeitura pede que população evite sair de casa.

Pelo menos 54 casas foram destruídas pelas chuvas que atingiram a região e 377 pessoas foram acolhidas em abrigos improvisados.

Durante a madrugada, agentes da Defesa Civil percorreram alguns pontos da cidade que foram afetados pelas fortes chuvas. Em seis horas choveu 260 milímetros. O acumulado foi maior do que todo o esperado para o mês de fevereiro.

Em coletiva de imprensa na tarde de hoje (16), o governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), afirmou que 21 pessoas foram resgatadas com vida até o momento.

Com o acúmulo de lama e lixo arrastado pelas águas, vários pontos do Centro estão com vias obstruídas. A orientação é que pessoas de outras regiões evitem a cidade. As aulas na rede pública foram suspensas.

A Secretaria de Estado de Defesa Civil acredita que de 35 a 50 casas foram atingidas pelos deslizamentos. Para atender as pessoas que vivem em áreas de risco e tiveram que deixar suas casas, foram abertos pontos de apoio.

No momento, 370 pessoas tiveram que sair de suas casas e estão sendo atendidas nas estruturas, em sua maioria escolas públicas – a Defesa Civil informou que 25 escolas estão funcionando como ponto de apoio.

Nesses locais, a população recebe o suporte de assistentes sociais, profissionais de saúde, educação, agentes comunitários, além da própria Defesa Civil.

Até o momento, na localidade conhecida como Morro da Oficina, no Alto da Serra, é estimado que de 35 a 50 casas tenham sido afetadas. Os resgates estão concentrados na região.

O Morro da Oficina, no Alto da Serra, foi um dos pontos mais impactados. No local, houve um grande deslizamento de terra que atingiu várias moradias. A prefeitura estima que cerca de 80 casas tenham sido afetadas no local, que fica próximo à Rua Tereza, área comercial do município perto do centro histórico.

Os bairros mais atingidos foram Quitandinha, Alto da Serra, Castelânea, Centro, Coronel Veiga, Duarte da Silveira, Floresta, Caxambu e Chácara Flora. A Concer, concessionária de trecho da rodovia federal BR-040, chegou a informar quedas de barreiras afetando o trânsito na serra de Petrópolis.

A Defesa Civil municipal informou que todas as 18 sirenes de alerta instaladas próximas a áreas de risco foram acionadas. O governador afirmou que o dispositivo tecnológico reduziu as perdas humanas. “Funcionaram muito bem as sirenes. Muita gente conseguiu sair a tempo. Infelizmente ainda há pessoas que resistem a sair. Mas a Defesa Civil municipal conseguiu salvar muitas vidas com a manutenção das sirenes.”

De Gazeta Brasil

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