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terça-feira, 8 de agosto de 2023

REUNIÃO SOBRE MORADIA

Prefeitos da RMR participam de reunião para discutir destino de prédios com problemas estruturais

Reunião aconteceu hoje (08) - Foto: ASCOM/ Paulista


Encontro aconteceu no Núcleo de Conciliação do TJPE



A situação de prédios com risco de desabamento na Região Metropolitana do Recife está cada vez mais preocupante. Por isto, prefeitos dos municípios de Olinda, Jaboatão dos Guararapes, Paulista e do Recife se reuniram, na manhã desta terça (8), no Núcleo de Conciliação do Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE), para discutirem a resolução de questões geradas por esses problemas estruturais.

Este é o quarto encontro. Pelo menos 300 imóveis estão em situação de ameaça no Grande Recife. As gestões foram convocadas pelo próprio TJPE.

Segundo o desembargador Erik Simões (foto abaixo), que coordena o Núcleo de Conciliação (Nupemec), o encontro que aconteceu hoje foi para buscar formas de solucionar os problemas dessa ordem que envolvem a moradia, na Região Metropolitana do Recife, e o único objetivo é evitar novas tragédias, como a que aconteceu no último dia 7 de julho, no Conjunto Beira-Mar, em Paulista, onde 14 pessoas morreram e sete ficaram feridas.

"A gente está reforçando, infelizmente, essa busca por informações agora, mais recentemente, por causa dessa tragédia em Paulista. Mas esse problema não é exclusivo do município do Paulista. O que a gente constatou é que esses imóveis [que são invadidos] já foram desocupados pelos proprietários. Tem prédios que foram interditados, em Olinda, por exemplo, que já tem mais de 20 anos. Isso me chocou. Eles foram interditados, mas não foram demolidos e aí houve a invasão. Com os desabamentos ocorrem as mortes, e é isso que a gente está tentando evitar", explicou.

Ainda segundo o desembargador, cada município está se movimentando, cada um de uma forma, para minimizar as possibilidades de repetição de uma tragédia que venha ser fatal no Estado. Para isso, algumas seguradoras também participaram da reunião, para que haja um consenso para a interdição e demolição de edifícios condenados ao desabamento.

"A gente já detectou os prédios que estão com risco 4, que podem desabar a qualquer momento, e esses prédios caixão têm uma estrutura muito frágil, e com as mudanças do solo, inevitavelmente, a maioria vai desabar", destacou.

Participaram do encontro representantes do Ministério Público de Pernambuco (MPPE), Ministério Público Federal (MPF), Patrimônio da União, Governo do Estado, seguradoras e as prefeituras municipais citadas no começo desta reportagem.

O prefeito Yves Ribeiro (foto abaixo), do município de Paulista, conversou com a reportagem da Folha de Pernambuco. A cidade dele foi palco da recente tragédia que chamou atenção de todo o País: o desabamento do bloco D-7, do Conjunto Beira-Mar, no dia 7 de julho, que matou 14 pessoas e deixou outras sete feridas.

Ele considera a participação de outros órgãos como ponto positivo para o avanço dos planos para a habitação. Até a próxima sexta-feira (18), as gestões devem entregar à Justiça um relatório contendo os prédios em risco no Grande Recife. O documento será repassado para a seguradora, que tem a responsabilidade de demolir esses imóveis.

"No lugar dos prédios [demolidos], a gente deu uma sugestão de implantação do programa Minha Casa, Minha Vida, onde vão ser aproveitados, tanto as pessoas que compraram as casas como as que ocuparam por não ter onde morar", explicou.

Em Paulista, há cerca de 23 prédios estão interditados com risco de desabamento, ainda segundo a Prefeitura do município. Yves acrescenta que ações já foram realizadas nesses locais.

"Quem comprou o prédio [nesses lugares], a seguradora vai indenizá-los. As pessoas que ocuparam vão ter uma ajuda do município e serão inscritas no Minha Casa, Minha Vida, onde terão direito à uma moradia segura. É importante demais para essas pessoas."

Auxílio moradia de R$ 250 para vítimas de desabamento
A reportagem questionou o gestor municipal sobre as ações que estão sendo feitas em benefício aos moradores que sofreram com a tragédia do mês passado.

"Como foi uma área social, a gente fez a inscrição deles na Secretaria de Desenvolvimento Social e estamos dando um auxílio moradoa, de R$ 250. Ao mesmo tempo, a gente fez o cadastro, com prioridade, para o Minha Casa, Minha Vida", finalizou.

Um novo encontro com os representantes deve acontecer no próximo dia 31 de agosto, também no Núcleo de Conciliação do TJPE . Dessa vez, com a presença do Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (CREA-PE) e do Instituto de Tecnologia de Pernambuco (ITEP).

Por Thalis Araújo

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