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quarta-feira, 23 de agosto de 2023

VIOLÊNCIA

Parlamentares mulheres e LGBTs sofrem com ameaças de estupro 'corretivo'

Foto: Roberto Soares/Divulgação


Suspeita é de que as mensagens criminosas tenham sido feitas de forma orquestrada

Ao longo das última semanas, diversas representantes políticas LGBTQIAP+ vem sofrendo com ameaças de estupro “corretivo” para a homossexualidade. As mensagens chegaram através dos e-mails institucionais e contatos pessoais de diversas deputadas e vereadoras, entre elas, a viúva de Marielle Franco e vereadora pelo Rio de Janeiro, Monica Benicio (PSol). Em Minas Gerais, a deputada Bella Gonçalves e as vereadores de Belo Horizonte, Iza Lourença e Cida Falabella, também do PSol, sofreram com as mesmas ameaças de morte e estupro. 

Tudo indica que os ataques homofóbicos foram direcionados por grupos extremistas, já que todas as parlamentares são ligadas às causas progressistas e LGBT. No último dia 15, a deputada estadual pernambucana Rosa Amorim (PT) também recebeu um e-mail com ameaças de estupro corretivo como forma de “cura lésbica”. Ademais, os criminosos deram indicativos de saberem o seu endereço. “Diversas deputadas em todo o País vem recebendo ameaças assim como a que eu recebi, o que demonstra resquícios da política de ódio que vem sendo praticada desde o governo Bolsonaro”, afirmou Rosa. A parlamentar registrou um boletim de ocorrência e pediu medida protetiva de segurança.


Agosto Lilás


Por coincidência ou não, os crimes de ódio foram feitos no mês que marca a conscientização no combate à violência contra a mulher. O período foi pensado em alusão à lei Maria da Penha e completa, em 2023, 17 anos de existência. Um levantamento realizado em 2021 pelo Observatório da Mulher Contra a Violência, do Senado Federal, apontou para um aumento de 30% no número de mulheres que afirmaram ter sofrido violência física. Já no caso de violência psicológica os números subiram 165% e violência moral ultrapassou os 200%. 


Se presenciou ou conhece alguma mulher que sofreu ou sofre com qualquer tipo de violência, disque 180 ou envie uma mensagem de whatsapp para o número (61) 99610-0180. 


Por: Renan Franza

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