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sábado, 14 de outubro de 2023

OPERAÇÃO VOLTANDO EM PAZ

Terceira aeronave com repatriados brasileiros de Israel pousa no Recife

Aeronave pousou na Base Aérea do Recife - Foto: Arthur Mota/Folha de Pernambuco


Cinco repatriados ficam no Recife e os demais seguirão para Guarulhos



Aterrissou no Recife às 6h07 desta sexta-feira (13) a aeronave KC-390 Millennium da Força Aérea Brasileira (FAB) com 69 repatriados brasileiros vindos de Israel. O voo faz parte da Operação Voltando em Paz do Governo Federal, que resgasta brasileiros que estavam em Israel, em meio ao conflito com o Hamas.

vice-governadora de Pernambuco, Priscila Krause, acompanhou a chegada da aeronave com repatriados brasileiros. De acordo com Krause, ainda há a expectativa de que mais pernambucanos voltem de Israel e ela pontua que o Governo de PE mantém contato com o Itamaraty para intermediar a missão deste resgate. 

"O Governo do Estado está em contato direto com o Ministério das Relações Exteriores acompanhando tudo isso de perto e procurando dar a maior assistência possível para as famílias pernambucanas que ainda estejam em Israel. Ainda tem pernambucano para chegar, mas ainda não temos a confirmação se vai se concretizar pela vontade deles. Quem está a turismo, vem certamente. Mas os brasileiros e pernambucanos que têm raízes, dupla nacionalidade ou origem judaica, estes, a grande maioria, não querem vir. O Governo de Pernambuco não medirá esforços para criar e colocar à disposição a estrutura necessária para acolher a todos", afirma a vice-governadora Priscila Krause. 

O pouso ocorreu na Base Aérea do Recife, que fica no bairro do Jordão, na Zona Sul da capital pernambucana. Cinco dos 69 passageiros desembarcam no Recife e, após procedimentos de alfândega, seguirão para o Aeroporto Internacional. Os outros 64 passageiros seguirão para a Base Aérea de São Paulo, em Guarulhos.

Repatriados

A professora aposentada Liliane Barbosa fazia uma caravana em Israel com um grupo de 43 pessoas da Igreja Presbiteriana do Pina, no Recife, quando teve início a guerra entre Israel e Hamas. Natural de Goiânia, ela mora em Pernambuco há 30 anos, em Jaboatão dos Guararapes. Liliane seguirá para a capital de Goiás para passar uma semana com os pais e volta para Pernambuco.

"Ficamos em Jerusalém. Íamos para a Galileia, mas nosso guia achou melhor ficarmos em Jerusalém, que era mais seguro, já que fica mais distante da Faixa de Gaza. Por lá, você ainda vê ônibus rodando, pessoas pela rua, claro, em um nível bem menor. Para nós, brasileiros, não é comum ouvir uma sirene e correr para se proteger. Então, alguns momentos foram de tensão", explica.

Já Renata Valbert Mattao, de 73 anos, estava morando em Israel desde julho deste ano. Agora, ela segue para o Rio de Janeiro, sua cidade natal, para encontrar a sua família. 

"Foi um episódio massacrante. Filhos, amigos, todos aqui no Brasil ficaram muito preocupados. Tivemos essa oportunidade de voltar para o Brasil, então agora é bem mais tranquilo ficar aqui. Com medo ainda, aterrorizados, mas agradecidos agora. No sábado passado, a sirene começou a tocar por volta das 6h30 da manhã e e tocou várias vezes até umas 12h, direto. A sensação era de medo, insegurança, medo de morrer mesmo. Fico triste, porque deixei uma parte do meu coração em Israel, mas vai dar tudo certo", conta. 

violinista Alessandro Borgomanero, 55 anos, de Goiânia que também estava na caravana da igreja do Pina, conta que foi um momento muito trágico. Ele também prestou uma homenagem à Força Aérea Brasileira após pousar no Recife, tocando uma música no seu violino. Alessandro embarcou para São Paulo com os outros 64 passageiros e segue para Goiânia.

"Chegamos em Israel dia 5 de outubro e a sensação quando descobrimos os ataques era de tristeza, raiva, ira. A gente viu o que eles fizeram com as crianças, com jovens, com mulheres grávidas. Isso não é uma luta por liberdade, é para aniquilação de um povo. O Hamas fez um ataque terrorista, não foi um ataque para conquistar terra ou para ter uma identidade. Foi um ataque terrorista para aniquilação de um povo. Não pode ser justificado. Deve ser abominado em qualquer país. 

Emerson Chaves, comandante da aeronave que trouxe os repatriados de Israel, contou como foi o resgate dos civis no país e a chegada no Brasil. "Desde que nós fomos acionados aqui no Brasil, houve um planejamento muito grande. Envolveu todo o comando da aeronáutica, o Ministério da Defesa e Governo Federal. Seguimos para Roma, onde fizemos uma pernoite, e depois fomos, no outro dia, para Israel. A nossa chegada foi bem planejada, tivemos todos os contatos diplomáticos para a operação da nossa aeronave militar na região e trouxemos todos de volta para o Brasil em segurança", conta.

"A sensação de trazer essas pessoas de volta é de muita responsabilidade e de muito orgulho. Desde o momento que os passageiros embarcaram no avião, começamos a criar um vínculo. Queríamos transmitir a eles a sensação de segurança, transmitir toda a nossa acolhida para esse pessoal, que estava passando por momentos tão difíceis. É, de fato, uma sensação de orgulho participar de uma missão tão nobre e tão importante como essa", finaliza o comandante. 

Por Portal Folha de Pernambuco

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