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segunda-feira, 22 de janeiro de 2024

ELEIÇÕES 2024

Inteligência Artificial nas eleições

Bill Gates, um dos fundadores da Microsoft, já disse que o desenvolvimento da Inteligência Artificial (IA) representa o avanço mais importante das últimas décadas no mundo online e globalizado. Veio para mudar a maneira como as pessoas trabalham, aprendem, viajam, obtêm assistência médica e se comunicam umas com as outras.

A IA é uma máquina revolucionária sem precedentes. O fundador da Microsoft conta que pediu à IA para escrever uma mensagem a um pai que está com um filho doente. “Foi escrita uma mensagem sensível, provavelmente melhor do que a maioria de nós na sala poderia ter criado”, disse Gates.

E completou: “Eu entendi que tinha acabado de ver o avanço mais importante na tecnologia desde a interface gráfica do utilizador [GUI, na sigla em inglês]”. Uma GUI permite que uma pessoa interaja com imagens e ícones na tela em vez de um display apenas com texto e figuras e que também requer comandos digitados.

Seu desenvolvimento culminou nos sistemas operacionais Windows e Mac OS na década de 1980 e continua sendo uma parte fundamental dos computadores. Gates acredita que a tecnologia de inteligência artificial levará a avanços semelhantes.

Mas o que isso tem a ver com política? Tem a ver com tudo, inclusive com eleições. O Tribunal Superior Eleitoral vai abrir a discussão do uso de IA nas eleições municipais de 2024, em audiência pública na próxima quinta-feira. O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), está sendo pressionado para declarar como regime de urgência assuntos de IA pertinentes à comunicação e às eleições. O objetivo é aprovar um conjunto mínimo de regras que sirvam de base para o TSE baixar as próprias normativas.

Congresso quer impor limites – Limites para a inteligência artificial estão sendo debatidos por congressistas tanto no Senado quanto na Câmara. Há um consenso entre deputados e senadores de que é preciso definir regras a fim de conter danos nas eleições municipais de outubro. A maior preocupação são as deep fakes ou conteúdos falsos produzidos a partir de vídeos, imagens e vozes de pessoas reais sejam usados na campanha eleitoral –assim como aconteceu nas eleições presidenciais da Argentina em 2023.

Dormiu no ponto

 “Na prática, seria antecipar as regras de 2026 para as eleições de 2024”, afirma Marcelo Senise, em entrevista ao site Poder360. O marqueteiro diz acreditar que os congressistas estão convencidos da urgência da legislação, mas não têm um líder para encabeçar a pauta e, por isso, querem uma audiência com o presidente da Câmara. Para ele, a Casa dormiu no ponto em relação à necessidade de antecipar o uso de IA já nas eleições deste ano.


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