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terça-feira, 6 de fevereiro de 2024

CARNAVAL 2024

Com dez maracatus, Noite para os Tambores Silenciosos é celebrada em Olinda

Olinda na noite desta segunda-feira (5), durante apresentação a caminho da Igreja de Nossa Senhora do                                                                                                                   Rosário dos Homens Pretos, no bairro do Bonsucesso - Foto: Paullo Allmeida/Folha de Pernambuco



Concentração do evento, que chega à sua 25ª edição, é realizada na Praça de São Pedro



Com a presença colorida e vibrante de dez Nações de Maracatu, a cidade de Olinda, na Região Metropolitana do Recife (RMR), recebe, pela 25ª vez na história, a Noite para os Tambores Silenciosos nesta segunda-feira (5).

A concentração do evento é na Praça de São Pedro, de onde os grupos saem em direção à Igreja de Nossa Senhora do Rosário dos Homens Pretos, no bairro do Bonsucesso.

Dos dez grupos que desfilam, oito são de Olinda e outros dois se apresentam na condição de convidados, sendo um do Recife.

Nação Camaleão, Nação Badia, Nação Pernambuco, Nação de Luanda, Leão Coroado, Nação Maracambuco, Nação Tigre e Nação Estrela de Olinda estão entre os protagonistas da festa cultural. 

Recife tem como único representante na noite o Maracatu Nação Baque Forte.

Quando o relógio alcançar o horário da meia-noite, os tambores dos maracatus, que estarão em frente à igreja, serão silenciados.

Esse é o marco da celebração que tem como "ponto forte" direcionar pedidos de proteção e paz aos espíritos antepassados do Carnaval, além de fornecer cânticos à orixá Oyá (Iansã), responsável por conectar o mundo dos vivos e dos mortos, segundo a crença.

Jamesson Florentino, de 43 anos, integra o Maracatu Nação Baque Forte, que é composto por, aproximadamente, 70 pessoas atualmente. À Folha, ele explicou características da tradição e revelou que era um sonho coletivo participar da apresentação, além de expressar a responsabilidade em ser a única manifestação da capital pernambucana.

"Sonhávamos em participar da Noite dos Tambores Silenciosos. É a nossa primeira vez e queremos representar bem. É uma celebração aos antepassados que já se foram, que chamamos de Eguns. Chamamos de 'tambores silenciosos' porque são tambores que já se calaram. Os ancestrais no Maracatu também são representandos por um boneco, o calunga, carregado pela dama do passo", detalha.

Aos 78 anos, Mestre Toinho é quem conduz o grupo pelas ladeiras de Olinda. Ele é considerado um dos mais experientes à frente de grupos de Maracatu Nação.

Representando o olindense Maracatu Nação Badia, Wagner Souza, de 40 anos, vê o evento com diferentes possibilidades para o público, partindo da música até a religião. 

"É uma cerimônia religiosa. Fazemos essa cerimônia para pedir proteção aos orixás, não só para o Carnaval. Tem gente que vem participar apenas pela musicalidade, outros pela religião... para mim é primordial, porque mesmo que você não tenha ligação religiosa com o candomblé, você aproveita para pedir proteção", diz. 

Natural do Recife, Vitória Jones, de 29 anos, mora na Inglaterra e decidiu "voltar para casa" para curtir o Carnaval pela primeira vez neste ano. Ela explica porquê.

"É inexplicável, é lindo e é a cultura. Eu sei que aqui tem tudo que eu mais amo: maracatu, batuque, folia e felicidade", justifica a pernambucana, que tem a passagem aérea de volta carimbada para o próximo dia 18. 

Mas a vontade de curtir o Carnaval de Pernambuco não é exclusiva daqueles que têm o estado na certidão de nascimento.

Luca Carvalho, natural de Lisboa, em Portugal, quis comprovar, aos 28 anos, o que ouviu a respeito da cultura carnavalesca local. E vem aprovando.

Me disseram que era um dos melhores carnavais do Brasil, que era bem diferenciado pela música e pela tradição. Até agora, estou adorando. É maravilhoso aqui. Vim passar três dias para aproveitar as prévias e terça-feira vou para Salvador. Já fui ao Rio de Janeiro também, mas confesso que gostei mais daqui", diz, entre risos."Me disseram que era um dos melhores carnavais do Brasil, que era bem diferenciado pela música e pela tradição. Até agora, estou adorando. É maravilhoso aqui. Vim passar três dias para aproveitar as prévias e terça-feira vou para Salvador. Já fui ao Rio de Janeiro também, mas confesso que gostei mais daqui", diz, entre risos.


Por Ana Beatriz Venceslau

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