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segunda-feira, 5 de fevereiro de 2024

VOLTA ÀS AULAS

Guia volta às aulas 2024: saiba tudo sobre trânsito, materiais escolares e adaptação à rotina

No dia 5 de fevereiro, pelo menos 500 mil alunos da rede estadual de Ensino voltam às aulas (Foto: Ruan Pablo/DP)


Pais e responsáveis ainda possuem dúvidas, principalmente a respeito dos materiais escolares e rotina dos alunos

Os livros, cadernos e mochilas já estão saindo das prateleiras e quase prontos para iniciar o ano letivo de 2024 em Pernambuco. Nos dias 5 e 6 de fevereiro, pelo menos 500 mil alunos da rede estadual de ensino voltam às aulas e, no Recife, cerca de 100 mil estudantes da rede municipal de ensino também retornam à sala de aula. Nesta reta final, ainda restam dúvidas sobre os materiais necessários, preços, rotina escolar e matrícula.

Para 2024, foram ofertadas 175.201 vagas para estudantes novatos da rede estadual. Destas, 97.903 foram preenchidas por crianças e jovens oriundos das redes municipais em processo realizado ao longo do segundo semestre de 2023. 

Na Rede Municipal de Ensino do Recife, foram ofertadas 22.378 vagas para estudantes novatos, 4 mil novas vagas em relação ao ano anterior, um acréscimo de mais de 20%. Desse montante, 11.271 são para a Educação Infantil, 6.427 para Anos Iniciais, 1.339 para Anos Finais e 3.341 na EJA.
 
Esquema de Trânsito 
 
Para garantir mais fluidez durante a volta às aulas, a Autarquia de Trânsito e Transporte Urbano (CTTU) iniciou na última quarta-feira (31), a Operação Volta às aulas. As ações seguirão até a primeira semana de março e contarão com a participação de artistas-educadores, material educativo, máscaras e totens com os personagens da Liga da CTTU, além de levar informação com atividades lúdicas no entorno e dentro das escolas.
 
Além disso, o esquema especial de trânsito vai reforçar a atuação de  agentes principalmente nos bairros de Areias, Boa Viagem, Graças, Espinheiro e Várzea, onde há uma maior concentração de unidades de ensino. A CTTU ainda destaca a importância da atenção redobrada dos pais e responsáveis na hora de contratar o transporte escolar. Eles precisam estar regulamentados para garantir segurança e conforto aos alunos. 
 
Para a Operação Voltas às Aulas, os serviços de regularização dos transportes escolares serão intensificados, além da sinalização em  áreas escolares para alertar os condutores. A velocidade máxima permitida é de 30 km/h devido à grande demanda de pedestres

Um dos momentos mais esperados pelos estudantes durante a preparação para a volta às aulas é a compra dos materiais escolares. Com a chegada do novo ano, as decorações de Natal dão espaço para mochilas, lancheiras, cadernos, estojos, agendas, pastas e muito mais. Neste momento, os pais e responsáveis realizam pesquisas de preço em diversos estabelecimentos para economizar.

Uma pesquisa realizada no início deste ano pelo Coordenadoria Estadual de Proteção e Defesa do Consumidor (Procon-PE) analisou a diferença de preço de 70 itens escolares em diferentes lojas e constatou que os valores chegaram a variar em 400%.

Um outro levantamento feito no final de 2023 mostrou que o item com maior variação de preço era o estojo, indo de R$ 7,15 a R$ 82,90, o que significa 1059% de oscilação. Logo em seguida, vem a caixa de giz de cera jumbo 12 cores, que tem valores que alternam entre  R$ 4,99 e R$ 44,90. Já o preço do planner 2024 varia entre  R$ 7,99 a R$ 59,99, o que significa uma oscilação de 650,81%.

A mochila escolar demonstrou uma uma variação de 338,88% no preço e pode ser encontrada por R,90 e por R,00, em diferentes lojas. O caderno universitário, com 96 folhas, pode ser adquirido por R$ 11,90, em seu menor preço, e por R$ 39,80, no maior preço.

Além disso, o Procon de Pernambuco divulgou uma nota técnica para alertar os pais e responsáveis sobre os sobre os materiais que podem ou não ser exigidos pelas instituições de ensino durante o retorno às aulas. 

Entre os materiais que não podem ser solicitados pelas escolas estão álcool, argila, bolas de isopor, brinquedos, copos, pratos, talheres, guardanapos, cordão, linhas, lãs, livros de plástico para banho,material de higiene, medicamentos, palitos de dentes, papel para enrolar balas, pregadores de roupa, materiais de construção civil e TNT.

O órgão ainda destaca que qualquer outro material de uso coletivo, mesmo que não incluído nesta lista, não poderá ser cobrado pelas escolas. Além disso, marcas não podem ser exigidas pelas instituições de ensino e o consumidor pode escolher o estabelecimento em que vai comprar os materiais. Qualquer material entregue à escola e não utilizado pelo aluno, deverá ser devolvido até o final do semestre ou ano letivo.

Entre os itens que podem ser exigidos pelas escolas, de acordo com o Procon-PE, estão folhas de cartolina, folha de isopor, folha de EVA, folhas de papel sulfite, HQs e livros didáticos, pacote de algodão, pacote de canudinho, pacote de palito de picolé, massa de modelar, papel crepom, pincéis, rolos de fitas coloridas e tintas em tubo.

Nova rotina

Após cerca de um mês de descanso e fora da rotina escolar, muitos estudantes sentem dificuldades em se acostumar com a inserção das aulas no dia a dia. Por isso, estabelecer um hábito saudável e sem muitas novidades é importante para evitar a ansiedade em alunos para ajudá-los a terem sentimentos de organização e controle.

“Durante as férias, é bastante comum que os estudantes se sintam mais livres e relaxados. Essa sensação, geralmente, proporciona um alívio do estresse associado às demandas acadêmicas e às responsabilidades escolares. Neste sentido, a volta às aulas, os pais podem ajudar a conversar com os filhos sobre as amizades, incentivar a fazer as capas dos cadernos, falar das novas aprendizagens e ajustes aos horários do sono”, orienta a psicóloga clínica infantojuvenil Kátia Guerra.

Nas férias, muitos alunos não seguem uma rotina rígida, ficam focados em brincadeiras, mais expostos às telas e com horários de alimentação e sono mais flexíveis. Em virtude disso, pais e educadores precisam estar atentos às mudanças nos comportamentos das crianças e jovens, como isolamento social, irritabilidade, mudança abrupta de humor, perda de interesse por algumas atividades e alterações no sono.

“A escola e os pais precisam estar atentos nesses momentos, ajudando-os com alguns pontos como: escuta ativa sobre as férias,  encorajamento das relações sociais na escola, rotinas criativas com agendas, validando suas emoções, pensamentos e sentimentos. Geralmente os estudantes conseguem retornar às atividades, e aos poucos a ansiedade vai perdendo a valência da fase aguda. Com isso, vão  melhorando as ativações de sintomatologias do estresse causado sobre o retorno às aulas”, ressalta Kátia Guerra.

Por: Adelmo Lucena

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