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sexta-feira, 8 de março de 2024

A VERDADE DOS FATOS

Embaixadora dos EUA afirma que fala de Lula foi antissemitismo

Lula durante coletiva de imprensa, em Adis Abeba, Etiópia Foto: Ricardo Stuckert / PR


Outros líderes latino-americanos também foram criticados por suas visões contra Israel



A embaixadora americana Deborah Lipstadt, enviada especial do governo Joe Biden para monitoramento e combate ao ódio contra judeus no Congresso Americano, nos Estados Unidos, afirmou nesta quinta-feira (7) que a comparação feita pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva entre a ofensiva de Israel na Faixa de Gaza e o Holocausto nazista constitui antissemitismo.

O Departamento de Estado adota a definição de antissemitismo da aliança internacional para a memória do Holocausto (IHRA), e, segundo a declaração, a fala do petista se enquadra nesse contexto. As informações são da Folha de São Paulo.

Lula, durante uma entrevista na Etiópia no mês passado, afirmou que “o que está acontecendo na Faixa de Gaza com o povo palestino não existe em nenhum outro momento histórico. Aliás, existiu quando Hitler resolveu matar os judeus.” Após a repercussão negativa, o ex-presidente ressaltou que não utilizou a palavra “Holocausto” em sua fala.

Mas, para a embaixadora americana, mesmo sem usar a palavra, Lula foi antissemita por “fazer comparações entre políticas contemporâneas israelenses com as dos nazistas”.

– Essa declaração é a pior possível – disse a diplomata.

Durante a audiência, Lula foi citado diversas vezes, juntamente com os presidentes da Colômbia, Gustavo Petro, e do Chile, Gabriel Boric, todos apontados como maus exemplos na região no que diz respeito ao aumento do antissemitismo.

Na audiência, a republicana Maria Salazar, codiretora do subcomitê da Câmara sobre Hemisfério Ocidental, foi ainda mais dura em seus comentários, incorretamente citando o nome do ex-presidente brasileiro como “Gustavo Lula da Silva”. Salazar afirmou que Lula disse que Israel está repetindo o Holocausto, classificando as opiniões dos líderes latino-americanos como “desprezíveis”.

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