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domingo, 3 de março de 2024

BOQUINHA PARA OS COMPANHEIROS

Governo Lula emplaca ministros em conselho de distribuidora de gás no RJ; salário é de R$ 20 mil



O governo Luiz Inácio Lula da Silva emplacou funcionários do alto escalão no conselho administrativo da Companhia Distribuidora de Gás do Rio de Janeiro (CEG). Trata-se dos ministros da Defesa, José Múcio, e dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida. 

O ex-secretário-executivo Ricardo Cappelli, do Ministério da Justiça, e o assessor especial Celso Amorim também foram contemplados.

Os quatro recebem cerca de R$ 20 mil por mês para participarem de reuniões esporádicas com mais oito conselheiros. A Revista Oeste confirmou os valores através da Lei de Acesso à Informação.

Almeida, Múcio, Cappelli e Amorim foram alçados aos cargos por indicação do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), acionista majoritário da CEG. A assembleia da companhia, controlada pela multinacional espanhola Naturgy, aprovou os nomes.

A mais recente das reuniões — a única do ano — ocorreu em 24 de fevereiro. No ano passado, houve seis encontros. Isso significa que os conselheiros discutem os rumos da CEG uma vez a cada 60 dias.

A explicação do BNDES

Interpelado por Oeste, o banco admitiu que desconsidera a experiência prévia dos conselheiros no setor de distribuição de gás. O intuito é “prestigiar a diversidade” na composição do conselho.

A instituição financeira alega que esse modelo de administração é benéfico para a companhia, porque valoriza “a diversidade de conhecimentos, experiências, comportamentos, aspectos culturais, faixa etária, étnica e de gênero”.

Oeste perguntou ao BNDES o motivo das indicações à CEG. Em resposta, o banco citou a formação acadêmica dos conselheiros e suas experiências em empresas e instituições públicas. Almeida, Múcio, Cappelli e Amorim jamais atuaram no setor de distribuição de gás.

A manobra do governo Lula

Tornou-se comum no atual governo a indicação de ministros aos conselhos de administração de empresas públicas. Isso serve para turbinar os salários dos aliados e para manter o controle das companhias.

A manobra serve para driblar a Lei 14.520/23, que estabelece o teto salarial do funcionalismo público em R$ 44 mil.

No ano passado, por exemplo, a metalúrgica Tupy confirmou os ministros Carlos Lupi (Previdência Social) e Anielle Franco (Igualdade Racial) em seu conselho de administração.

Assim como nos casos de Almeida, Múcio, Cappelli e Amorim, as indicações de Anielle e Lupi ocorreram por meio do BNDES, dono de quase 30% da companhia.

O salário de um conselheiro da Tupy é superior a R$ 36 mil por mês, considerando a remuneração anual (R$ 433,4 mil). E ainda há mais benefícios. No caso da Tupy, quando se soma o salário comum com a remuneração por participação em comitês, a média anual fica em R$ 634,9 mil. Em 12 meses, o valor supera os R$ 50 mil mensais.

Ao ser indagado sobre as indicações para a Tupy, o BNDES alegou que Anielle Franco e Carlos Lupi estão preparados para o cargo. Nenhum deles trabalhou no setor metalúrgico.

Da Revista Oeste

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