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quarta-feira, 6 de março de 2024

SANTA CRUZ - MELHOR APROVEITAMENTO

Técnico do Santa Cruz mira clássico contra Sport "com poucos erros e muito aproveitamento"

"O grupo sozinho não constrói nada, mas em conjunto", afirma Itamar Schülle



Respirando com alívio depois de ter vencido o Central por 1 a 0 no último sábado (2) e avançado à fase semifinal do Campeonato Pernambucano, além de ter conquistado vaga na Série D do Campeonato Brasileiro de 2025, o Santa Cruz “virou a chave” e agora está com foco voltado integralmente ao Sport, seu maior rival e oponente dos dois próximos jogos.

O primeiro jogo da semifinal do Campeonato Pernambucano deste ano acontece entre Santa Cruz e Sport às 16h30 deste sábado (9), no Estádio do Arruda; o segundo, será no mesmo horário no sábado seguinte (16), na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife (RMR).

Em entrevista exclusiva à reportagem da Folha de Pernambuco, concedida na noite desta terça-feira (5) no Estádio do Arruda, o treinador Itamar Schülle detalhou o momento atual do elenco, projetando uma partida “com poucos erros e muito aproveitamento”.

O presidente da Federação Pernambucana de Futebol (FPF), Evandro Carvalho, anunciou que os dois jogos da semifinal estadual contarão com torcida única. De acordo com ele, a definição ocorreu "após consulta aos presidentes Yuri Romão (Sport) e Bruno Rodrigues (Santa Cruz)" e foi firmada em conjunto com a Secretaria de Defesa Social de Pernambuco (SDS-PE). O motivo passa pela tentativa de diminuir episódios de violência entre membros de torcidas organizadas.

“Agora a gente vira a chave. Já desfrutamos de tudo e é fantástico que o clube possa ter calendário e se planejar, mas agora as nossas atenções estão voltadas ao clássico, onde temos que começar tudo de novo, e fazer um trabalho para que a gente possa chegar forte. Nós desligamos a chave do que passou e agora o nosso pensamento todo é, realmente, nesse jogo da semifinal. Será mais um passo. Nós chegamos aqui por tudo o que conquistamos. Respeitamos muito os nossos adversários, assim como o próximo. Do lado de cá, temos o nosso trabalho e os nossos sonhos e buscas. Em cima disso, queremos um jogo de nível alto, com poucos erros e muito aproveitamento”, diz. 

Ele usa como exemplo de união e junção de forças de trabalho a conquista da vaga do último fim de semana, mas aponta os dois próximos compromissos com características diferentes.

“O grupo sozinho não constrói nada, mas em conjunto, como temos feito, da maneira que construímos o nosso retorno ao Campeonato Brasileiro. Em clássico, tudo se resolve nos detalhes. Clássico se vence ou se perde por detalhes. Nós esperamos que esses detalhes estejam a nosso favor”, projeta otimista.

Segundo Schülle, o Tricolor também vem se preparando para o momento em que não poderá contar com a presença do torcedor, na Arena de Pernambuco. “A gente ama jogar no Arruda com o nosso torcedor. Para nós, é muito importante sentir esse calor, é algo que nos alegramos e nos emocionamos muito, mas nós também somos profissionais e sabemos que o futebol tem as suas adversidades. Em algum momento, você tem que jogar fora sem o seu torcedor apoiando. Quando chegar esse momento, vamos nos preparar para isso também. Temos que ter sabedoria e consciência, além das atitudes certas para jogar sem o nosso torcedor e passar por esse jogo em frente ao Sport”, afirma.

Até o momento, mais de 14 mil ingressos foram vendidos para a primeira partida.

Voltando-se ao episódio de violência que aconteceu com jogadores do Fortaleza no mês passado, quando estavam se dirigindo ao hotel após o empate em 1 a 1 contra o Sport pela Copa do Nordeste, o técnico coral deu sua opinião.

À época, a delegação do clube do Ceará foi interceptada por membros da torcida organizada do Sport com pedras e bombas. O goleiro João Ricardo, o lateral-esquerdo Gonzalo Escobar, o lateral-direito Dudu, os zagueiros Titi e Brítez, e o volante Lucas Sasha precisaram ser levados até o Real Hospital Português (RHP) em busca de atendimento médico. Ao todo, o time sofreu mais de 1.200 lesões físicas.

“O que aconteceu é muito lamentável e eu sou totalmente contra, mas foi só com algumas pessoas, não com toda a torcida do Sport. Você não pode pegar as pessoas que tiveram atitudes desproporcionais e fora da realidade e generalizar. Não é assim. O futebol deveria ser para ter o estádio lotado, para o adversário vir aqui também, pela rivalidade sadia. Agora quando ela passa disso, quem vai concordar com isso? Quem vai levar um filho ou a família para o estádio? Os que não têm nada com isso acabam sendo penalizados”, argumenta.

“O que aconteceu com o Fortaleza pode acontecer com o Santa Cruz, ou até mesmo com o Sport quando for jogar fora. São atitudes de algumas pessoas que infelizmente não são torcedores. Um torcedor que ama o seu clube não age dessa maneira”, conclui.


Por Ana Beatriz Venceslau

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