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terça-feira, 7 de maio de 2024

ATÉ PARECE FILME

Chinês naturalizado, "garotas de programa" e golpe do PIX: polícia desvenda série de crimes em "encontro" em motel

Delegacia de Porto de Galinhas fez investigação (Foto: Arquivo)


Tudo começou com furto de celular da vítima, teve transferências bancárias e prisões por "roubo com restrição da liberdade"

A polícia pernambucana desvendou um caso que mais parece ter saído de um roteiro de filme. 

Uma série de crimes envolveu um chinês naturalizado brasileiro, duas garotas de programa, furto de celular e golpe aplicado por meio de PIX com valores que somam R$ 14 mil. 

Tudo isso resultou em prisões, depois de um programa sexual que "deu errado" em um motel no Grande Recife. 

Como aconteceu
 
Por meio de nota divulgada nesta segunda (6), a polícia detalhou o caso, que começou com a queixa prestada pelo chinês na Delegacia de Porto de Galinhas, em Ipojuca, no dia 2 deste mês. O estrangeiro naturalizado tem lojas em Porto de Galinhas. 
 
No distrito policial, esse homem relatou que, um dia antes, havia sido vítima de furto de um iPhone 14, que tinha todas as senhas e aplicativos bancários. 
 
Com o celular, os envolvidos no golpe começaram a fazer transações financeiras usando PIX, transferindo dinheiro para duas pessoas.  
 
Antes de conseguir bloquear os aplicativos bancários, ele disse que teve "prejuízo financeiro". 
 
Informações extraoficiais dão conta de que o grupo pedia quase R$ 60 mil das contas da vítima.
 
Na delegacia, o homem também alegou que o telefone "estava no bolso da calça", e só depois notou o furto. 

Ele afirmou, a princípio, que "não conseguiu determinar a forma como o telefone foi subtraído, considerando a presença de várias pessoas na loja naquele momento, incluindo clientes e funcionários". 
 
O rastreamento do aparelho indicou, no entanto, que a última localização tinha sido na Iputinga, na Zona Oeste do Recife. 
 
Prisão
 
Foi, a partir desse momento, que a polícia começou a desvendar o caso. 
 
Os policiais fizeram rastreamento das contas e do celular e localizaram duas pessoas que tinham feito as transferências bancárias. 
 
Essas pessoas, que não tiveram nomes divulgados, foram levadas para a delegacia e acabaram sendo autuadas em flagrante por "roubo com restrição da liberdade da vítima". 
 
Além disso, segundo a polícia, confessaram que estavam com parte do dinheiro tirado da conta do estrangeiro naturalizado. 
 
A polícia descobriu, então, que o chinês chamou uma garota de programa para ir a um motel. 
 
Durante o encontro, a mulher "acionou"  irmã, também garota de programa. 
 
Ela alegou aos policiais que o homem "se recusava a pagar pelos serviços". 
 
Segundo o delegado Ney Luiz, titular da Delegacia de Porto de Galinhas, o caso envolveu uma garota de programa e mais três travestis que também faziam programas. 
 
"Conseguimos localizar dois dos autores do crime aqui no Recife. As travestis confessaram o crime e alegaram que teriam subtraído a quantia porque a vítima havia se negado a pagar o programa. A vítima contou que contratou uma garota de programa, mas ela acabou convidando outras três travestis para o quarto do motel, onde o grupo espancou a vítima e diante dessas agressões a vítima acabou realizando as transferências em PIX que chegaram ao valor de 14 mil", disse o delegado Ney Luiz.   
 
Mais gente envolvida

Diante dessa suspeita, a segunda garota de programa chamou mais duas pessoas para ir ao motel. 
 
"As duas pessoas autuadas afirmam que a participação limitou-se a permanecer na entrada do quarto do motel e fornecer as contas bancárias, enquanto outras quatro pessoas intimidavam e agrediam a vítima a fim de obter a chave PIX para realizar transferências", afirmou a polícia, na nota. 
 
Os envolvidos, conforme informações da polícia, disseram que a vítima quase desmaiou e foi levada para a garagem do quarto.
Lá, contou com a ajuda de funcionários do motel. 
 
A corporação acrescentou que o dinheiro tirado das contas do chinês naturalizado foi dividido entre todos os envolvidos.
 
Além disso, o celular da vítima ficou com um integrante do grupo. 
 
"Há indícios de que o grupo atue em conjunto há algum tempo, podendo haver outras vítimas", observou a nota da Polícia Civil. 
 
A polícia informou que, agora, vai pedir judicialmente a quebra de sigilo dos dados para dar continuidade a essas investigações.

DP

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