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segunda-feira, 6 de maio de 2024

CHUVAS NO RIO GRANDE DO SUL

Governo Federal reconhece estado de calamidade pública em 265 municípios gaúchos

Dos 497 municípios gaúchos, 334 foram afetados pelos temporais (Amanda Perobelli/Reuters)


Até a noite deste domingo (5), a Defesa Civil do estado do Rio Grande do Sul contabilizava 78 mortes e 105 pessoas desaparecidas. Resgatados já passam de 20 mil

O governo federal reconheceu sumariamente o estado de calamidade pública em 265 municípios atingindos pelas chuvas no estado do Rio Grande do Sul. A decisão foi publicada no Diário Oficial da União (DOU) na noite deste domingo (5) e facilita o acesso dos entes aos repasses de verbas federais.

São quase 850 mil pessoas (844.673) foram impactadas pelas chuvas fortes desde a semana passada. O boletim da Defesa Civil - divulgado até o fechamento desta edição - indicava  78 mortes confirmadas e pelo menos mais quatro em investigação. O número de feridos é de 175 e há 105 desaparecidos. O número de pessoas ilhadas e que foram resgatadas superou os 20 mil.

A última catástrofe ambiental no Rio Grande do Sul foi em setembro de 2023, quando 54 pessoas morreram depois da passagem de um ciclone extratropical. Agora, o total de mortes está bem acima do anterior e é considerado por autoridades como o pior desastre climático da história gaúcha.

Lula e comitiva

 O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou ao Rio Grande do Sul, também neste domingo (5), e reforçou que não faltarão recursos para o atendimento e para a reconstrução do estado.


 No entanto, Lula alertou que os recursos devem ser aplicados apenas no combate aos efeitos da tragédia climática no estado.

“Não haverá impedimento da burocracia para que a gente recupere a grandiosidade desse estado”, prometeu. “Às vezes a gente dá dinheiro e as obras não acontecem, por isso que é preciso termos uma combinação perfeita entre o governo federal, o Poder Legislativo, o Tribunal de Contas, o Ministério Público, porque cada centavo que for colocado para combater isso, não pode ser desviado”, afirmou.
 
Com a presença na comitiva dos presidentes do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), e do Tribunal de Contas da União (TCU), Bruno Dantas, além do vice-presidente do Supremo, ministro Edson Fachin, Lula disse que precisava mostrar a destruição do estado para sensibilizar os demais poderes. “Eu coloquei todos eles no meu helicóptero, junto comigo, vindo para cá, para que a gente pudesse ter uma visão do significado dessa enchente, junto com o governador (Eduardo Leite-PSDB). Então eles viram o estrago que a chuva está causando, não é que já causou, ainda está causando, tanto na cidade de Porto Alegre, como no estado do Rio Grande do Sul”, emendou o petista.

Por: Agência Brasil

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