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terça-feira, 9 de julho de 2024

BOLSONARO VEM SOFRENDO DEVASSA DO JUDICIÁRIO

Bolsonaro espera mais correções da PF sobre o caso das joias

                                        Ex-presidente Jair Bolsonaro Foto: PL/Beto Barata

 

Desde que deixou o Planalto, o ex-presidente vem sofrendo uma devassa do Judiciário e da PF

 

O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) afirmou nesta segunda-feira (8) que vai aguardar “muitas outras correções” por parte da Polícia Federal sobre o inquérito do caso das joias. O relatório final da PF, tornado público pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes, indicava inicialmente que as joias supostamente desviadas por pessoas ligadas a Bolsonaro eram avaliadas em R$ 25,3 milhões. Após a retirada do sigilo, a PF disse que houve “erro material” e que o valor verdadeiro é de R$ 6,8 milhões.

– Aguardemos muitas outras correções. A última será aquela dizendo que todas as joias “desviadas” estão na CEF [Caixa Econômica Federal], Acervo ou PF, inclusive as armas de fogo – escreveu Bolsonaro, na rede social X.

Em seguida, o ex-presidente afirmou que aguarda a Polícia Federal se posicionar no caso Adélio:

– Quem foi o mandante?

A conclusão da PF afirma que Adélio Bispo, autor da facada em Bolsonaro durante a campanha eleitoral de 2018, em Juiz de Fora, Minas Gerais, agiu sozinho. Em junho, a corporação solicitou o arquivamento do inquérito que apura a facada, mas deflagrou uma operação contra o advogado de Adélio, Fernando Costa Oliveira Magalhães, por suposta ligação com o Primeiro Comando da Capital (PCC). Segundo a corporação, não há qualquer relação entre a tentativa de assassinato e a organização criminosa. O relatório final do caso Adélio foi apresentado à Justiça, que decidirá sobre o andamento das investigações.

ENTENDA O CASO DAS JOIAS E AS CONCLUSÕES DA PF

A Polícia Federal concluiu que foi montada uma associação criminosa no governo Jair Bolsonaro com a finalidade de desviar joias e presentes de alto valor recebidos pelo ex-chefe do Executivo. Segundo a PF, o valor parcial dos presentes entregues por autoridades estrangeiras ao então presidente somou R$ 6,8 milhões.

Bolsonaro foi indiciado na última semana por supostos crimes de associação criminosa, peculato e lavagem de dinheiro. Outras 11 pessoas também foram indiciadas:

Bento Costa Lima Leite de Albuquerque Júnior, ex-ministro de Minas e Energia;

Fábio Wajngarten, ex-chefe da Secretaria de Comunicação Social de Bolsonaro;

Frederick Wassef, advogado de Bolsonaro;

José Roberto Bueno Junior, ex-chefe de gabinete do Ministério de Minas e Energia;

Julio Cesar Vieira Gomes, ex-secretário da Receita Federal;

Marcelo Costa Câmara, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Marcelo da Silva Vieira, ex-chefe do setor de presentes durante o governo Bolsonaro;

Marcos André dos Santos Soeiro, ex-assessor do ex-ministro de Minas e Energia;

Mauro Cesar Barbosa Cid, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

Mauro Cesar Lourena Cid, general do Exército e pai de Mauro Cid;

Osmar Crivelatti, ex-ajudante de ordens de Bolsonaro;

* Com informações AE

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