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segunda-feira, 20 de maio de 2019

CRISE NA VENEZUELA

Com reabertura de fronteira, venezuelanos compram até gasolina no Brasil

Confronto na VenezuelaFoto: Juan Barreto/AFP


O movimento permanece constante desde o momento em que o bloqueio foi retirado pelo governo da Venezuela

A reabertura da fronteira da Venezuela com o Brasil na última semana intensificou o fluxo de venezuelanos que cruzam a divisa entre os dois países para fazer compras em Pacaraima (RR) e gerou um fenômeno: os estrangeiros estão vindo ao país até para abastecer seus veículos com gasolina nacional.

O movimento permanece constante desde o momento em que o bloqueio foi retirado pelo governo do país vizinho e causou uma invasão de clientes venezuelanos no comércio da cidade fronteiriça.

As vendas de itens de cesta básica e materiais de construção foram rapidamente aquecidas com a presença dos compradores estrangeiros, segundo o representante da associação comercial e empresarial de Pacaraima, João Kléber Soares.


A circulação de dinheiro na cidade também impulsionou setores de alimentação, hotelaria, transportes e prestação de serviços logísticos, movimentando de R$ 500 mil a R$ 2 milhões diários.

"Já nos primeiros 15 dias de fronteira fechada o comércio aqui despencou. Houve demissões e alguns comércios fecharam as portas, tiraram férias. Alguns fecharam em definitivo, mas esses são empresários que a gente considera como aventureiros, de oportunidade, que estavam na cidade pelo movimento", disse Soares.

De acordo com Soares, a média de compradores em Pacaraima antes do fechamento flutuava entre 800 a 1.200 pessoas diariamente, numa cidade de 15 mil habitantes, segundo o IBGE.

Nos meses de bloqueio, o número de clientes caiu para 400 a 650 pessoas. "Como temos muitos atacadistas e agora eles [venezuelanos] podem vir de carro, essa quantidade está voltando a ser como era até fevereiro", disse.

O soldador Elwin Delgado, 32, viaja semanalmente a Pacaraima para fazer compras. Além de arroz, feijão, leite, farinha, óleo e itens de limpeza, ele e o irmão mais novo, Erismar, 28, aproveitam as viagens para levar medicamentos básicos como aspirina e ibuprofeno, que dividem com a mãe, que está doente, e outros cinco irmãos.

Parte do que ele compra na fronteira é revendida para comércios, vizinhos e amigos em San Félix de Guayana, no estado Bolívar, onde mora. Ele começou a trabalhar como atravessador de mercadorias em 2017, quando a crise do país o forçou a sair do emprego em uma siderúrgica.

"Lá [na Venezuela] você não encontra nada. Não tem comida nem remédio, todos estão doentes, magros e passando fome. A solução é vir comprar aqui no Brasil e levar, mesmo pagando mais caro", afirmou.

O fechamento da fronteira pelo governo venezuelano não impediu o trabalho informal dos dois. Segundo Delgado, ele e o irmão chegaram a caminhar cerca de 12 km sob sol escaldante em trilhas no território vizinho, algumas vezes entrando em comunidades indígenas pemón para evitar guardas nacionais bolivarianos que pedem subornos em dinheiro ou mercadorias como "pedágio".

Com a fronteira aberta, eles agora voltam à rotina anterior ao fechamento: transportam a mercadoria em táxis de cooperativa até a rodoviária de Santa Elena de Uairén -primeira cidade venezuelana após a fronteira- e a embarcam no primeiro ônibus até San Félix, distante cerca de 600 km da linha.

Além das vendas de mercadorias em armazéns, um fenômeno curioso ocorre na região. Desde sexta-feira (10), venezuelanos cruzam a fronteira para abastecer no único posto de combustíveis de Pacaraima, aberto há apenas dois meses, logo após o bloqueio da passagem.

O frentista João Paulo Queiroz, que trabalha no local, disse que desde a reabertura 8 em cada 10 clientes são do país vizinho, dispostos a pagar R$ 4,95 pelo litro da gasolina e R$ 4,25 pelo diesel. "Eles vêm, enchem o tanque e levam para o outro lado. A maioria vem de Santa Elena, mas tenho atendido muito garimpeiro de lá que leva uns dois galões a mais", disse.

Antes disso, o fluxo acontecia no sentido contrário: brasileiros tradicionalmente formavam filas quilométricas em carros de passeio e carga para abastecer os veículos em um posto gerenciado pelo governo venezuelano localizado próximo à linha de fronteira, a um preço mais barato que o vendido em Roraima.

A professora venezuelana Yurisbeth González, 43, é uma das clientes do posto brasileiro. Moradora de Santa Elena, ela relatou que há pelo menos cinco dias não há combustível em todo o estado Bolívar, que faz fronteira com o Brasil.

"Ninguém sabe o que houve, mas está faltando combustível em várias partes do país há quase uma semana. Só dizem que não tem estoque. Aqui na fronteira estamos numa situação relativamente confortável porque podemos vir para o Brasil e comprar, mas quem está mais para dentro do país está vivendo um caos", afirmou.

Apesar da explosão com a demanda reprimida e aumento súbito de clientela estrangeira, João Kléber disse acreditar que a alta rotatividade também gera transtornos para a cidade brasileira, que agora enfrenta superlotação de carros. "É um lugar muito pequeno, com poucas ruas e que não tem estrutura para comportar tanta gente e veículo ao mesmo tempo, então acaba sobrecarregando o tráfego", disse.



Folhapress

MENSAGEM DE PARABÉNS

Bolsonaro parabeniza primeiro-ministro da Austrália por vitória

BolsonaroFoto: Mauro Pimentel/AFP


Bolsonaro destacou o caráter inesperado da vitória. Pesquisas apontavam os trabalhistas como favoritos no pleito

O presidente Jair Bolsonaro publicou em sua conta oficial no Twitter mensagem parabenizando o primeiro-ministro da Austrália, Scott Morrison, pela reeleição no pleito realizado nesse sábado (18). O partido Liberal, comandado por Morrison, obteve a maioria dos assentos na Câmara dos Deputados local, impondo uma derrota aos trabalhistas.

"Vitória conservadora na Austrália! Parabenizo o primeiro-ministro 
@ScottMorrisonMP por sua reeleição, refutando as pesquisas que davam vantagem à esquerda com o Partido Trabalhista. Grande vitória!", escreveu Bolsonaro. 

Bolsonaro destacou o caráter inesperado da vitória. Pesquisas apontavam os trabalhistas como favoritos no pleito, mas o partido liberal conseguiu êxito na disputa. Contudo, a contagem ainda precisa verificar votos postais para saber se o partido conseguirá governar sozinho ou se terá que firmar alianças para garantir a maioria necessária.


Morrison assumiu em agosto do ano passado após o partido decidir pela saída do então primeiro-ministro, Malcom Turnbull. O líder do partido liberal ficará mais três anos no comando do país, ampliando o domínio conservador no país.

Cerca de 16 milhões de australianos estavam aptos a votar. Eles elegeram 151 deputados da Câmara e 40 dos 70 senadores.



Por: Agência Brasil

OBSTÁCULOS PARA DEFICIENTES

Pessoas com deficiência encaram os obstáculos dos coletivos

Dificuldade de acesso aos ônibusFoto: Ed Machado/Folha de Pernambuco


Pessoas com deficiência e idosas vivenciam dificuldades crônicas no uso do transporte público de passageiros

Ao todo, 1,8 milhão de pessoas utilizam o sistema de transporte público diariamente. Desses, 35 mil são Pessoas com Deficiência (PCDs). E o tratamento que recebem do poder público, dos rodoviários e da população, segundo essa parcela de usuários, não é dos melhores. É extremamente comum os cadeirantes receberem a notícia de que a plataforma elevada está quebrada, por exemplo. Quando é verdade, Tiago Saúde, 39 anos, resolve. Ele anda com uma bolsa de ferramentas para consertá-la. 

“Eu via que muitas vezes o motorista não sabia como consertar o equipamento, então partiu de mim essa atitude de levar na bolsa algumas ferramentas, que ajuda tanto o motorista quanto a mim. Às vezes, a gente tem mais experiência do que o próprio motorista porque é da nossa vivência encontrar problemas como esse.” 

Para aqueles que não conseguem enxergar as condições do transporte, o problema é maior ainda. José Feitosa, 51, é deficiente visual. Para chegar ao TI Xambá na última semana, perdeu dois ônibus. O problema para acionar o ônibus não para por aí. Ele, que morava na região de Peixinhos, precisou se mudar com sua esposa, também deficiente, pela mudança no itinerário do ônibus que circulava próximo ao seu apartamento. 


“A parada era perto da rua. Mas, depois que trocou, ficou no meio da avenida, trazendo muitos riscos para mim e para minha esposa, já que não há infraestrutura voltada para nós, ali. Resolvemos nos mudar”, relata. José também reclama da insensibilidade no transporte público, onde é quase invisibilizado. “Os motoristas deveriam se antenar e parar corretamente no meio-fio, e as pessoas que utilizam dos assentos reservados deveriam disponibilizar esse espaço.” 

Não é preciso procurar muito para ouvir relatos de desrespeito no transporte público, como o de Ivete Santos Lima, 72, que já ficou presa na porta traseira do transporte por conta da impaciência de um motorista. “Eles nem esperam a gente subir direito no ônibus, e às vezes temos que correr atrás para não perder”, desabafa. Ivete descobriu durante a ação do Grande Recife que a plataforma de elevação vertical (PEV) é direito de todas as pessoas que possuem a mobilidade reduzida, incluindo idosos e pessoas obesas. 

Na semana passada, o Grande Recife iniciou uma campanha de sensibilização dos operadores em relação aos problemas que as PCDs passam. A ação “E Se Fosse Você?” convidou motoristas e cobradores a embarcarem no ônibus utilizando muletas, cadeira de rodas, óculos embaçados ou protetores auriculares. Além da conscientização, agentes de empresas de ônibus estavam fiscalizando as PEVs e realizando a manutenção quando necessário. 

A importância da campanha, segundo o gerente de relacionamento do Grande Recife Consórcio, Marcos Petrônio, se dá por meio da sensibilização dos operários e dos passageiros, “para que eles entendam a dificuldade que passa uma pessoa com deficiência ou idosa. Assim, a vivência através da ação em conjunto com os testemunhos mudam e multiplicam o comportamento, humanizando o transporte público e fazendo com que haja mais sensibilidade em relação ao próximo”.



FolhaPE

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Aposentadoria de policiais e professores entra em discussão na Câmara

Deputado Major Vitor hugo é o líder do governo na Câmara FederalFoto: Divulgação/ Facebook


A aposentaria do trabalhador rural será discutida na quarta-feira (22) com o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco

Câmara dos Deputados retoma nesta semana as audiências temáticas da comissão especial que analisa a Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC 6/19). Entre os temas estão o Benefício de Prestação Continuada (BPC) e o abono salarial, a aposentadoria do trabalhador rural e de categorias com critérios diferenciados como professores, policiais e magistrados.

Na terça-feira (21), o colegiado convidou o assessor-chefe-adjunto da Presidência da República, Arthur Bragança Weintraub, o professor do Instituto de Economia da Universidade de Campinas (Unicamp), Pedro Rossi, a pesquisadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), 
A aposentaria do trabalhador rural será discutida na quarta-feira (22) com o secretário especial adjunto de Previdência e Trabalho, Bruno Bianco, com a advogada Jane Lúcia Berwanger, representante Instituto Brasileiro de Direito Previdenciário (IBPD) e com representante da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Agricultura (Contag).

As categorias com critérios diferenciados de aposentadoria serão debatidas na quinta-feira (23) com o secretário adjunto de Previdência no Ministério da Economia, Narlon Gutierre Nogueira, e com o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Estabelecimento de Ensino (Contee), Gilson Reis.

Reforma tributáriaEm paralelo à discussão sobre a mudança nas regras de aposentadoria dos trabalhadores, deputados também analisarão o texto da reforma tributária (PEC 45/19). Na quarta-feira (22), a Comissão de Constituição e Justiça da Câmara deve votar o relatório sobre a admissibilidade da PEC. O relator do texto, deputado João Roma (PRB-BA), apresentou seu parecer na semana passada. 

A proposta institui Imposto sobre Operações com Bens e Serviços (IBS) que substitui três tributos federais - IPI, PIS e Cofins -, o ICMS, que é estadual, e o ISS, municipal. Todos eles incidem sobre o consumo. O IBS será composto por três alíquotas - federal, estadual e municipal; e União, estados e municípios poderão fixar diferentes valores para a alíquota do imposto.

PlenárioSegundo o líder do governo na Câmara, Major Vitor Hugo (PSL-GO), o governo e o partido têm trabalhado para construir um consenso e viabilizar a votação de três medidas provisórias no plenário esta semana, entre elas, a MP 870/19 da reforma administrativa. 

A comissão mista que analisou a reforma administrativa introduziu modificações no texto, como a que retira o Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf) do Ministério da Justiça e Segurança Pública para transferi-lo de volta ao Ministério da Economia. 

Segundo o líder, o partido tentará manter o Coaf no Ministério da Justiça na votação em plenário. “Os deputados do PSL decidiram não apoiar essa mudança no Coaf. Tem um peso simbólico muito grande e uma questão jurídica envolvida em termos de facilitação de combate à lavagem de dinheiro, ao financiamento do terrorismo e à corrupção”. Para não expirar, o texto de conversão da medida provisória precisa ter a votação concluída nas duas Casas até o dia 3 de junho.

Já a MP 863/18, que autoriza até 100% de capital estrangeiro em companhias aéreas com sede no Brasil, precisa ser aprovada pelo Congresso até dia 22 de maio para não perder a validade. 

Outra MP citada por Major Vitor Hugo é a 866/18 que cria a Brasil Serviços de Navegação Aérea S.A. (NAV Brasil). A MP autoriza o Executivo a implementar a NAV Brasil, em decorrência da cisão parcial da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero).



Por: Agência Brasil

DEMISSÃO VOLUNTÁRIA

Caixa anuncia Programa de Demissão Voluntária para cortar 3,5 mil vagas
A Caixa tem hoje 96.361 mil funcionários. Foto: José Cruz/Agência Brasil

O presidente da Caixa Econômica Federal, Pedro Guimarães, anunciou ontem um programa de demissão voluntária estimulada (PDVE) para desligar até 3.500 empregados. De acordo com a instituição financeira, 28 mil funcionários são elegíveis e podem aderir ao plano. A Caixa tem hoje 96.361 mil funcionários, dos quais 84.952 são empregados e 11.409 são estagiários ou aprendizes. 

A iniciativa do banco público mira colaboradores que estão na matriz, em Brasília, e em escritórios regionais em todo o País. Empregados que atuam na rede de agências do campo não estão contemplados. O banco tem 4.170 agências e postos de atendimento em todo o País. 

O prazo de adesão será entre segunda-feira e o início de junho. Para atrair empregados, a Caixa vai oferecer 9,7 salários, limitados a R$ 480 mil. Esse pagamento será realizado em uma parcela única, sem incidência de imposto de renda e de encargos sociais, junto com as verbas rescisórias.

Os empregados que se aposentarem até o fim deste ano e que aderirem ao programa terão direito a permanecer no plano de saúde do banco. Já os funcionários que saírem poderão ter cobertura por 24 meses, sem possibilidade de prorrogação.

É o primeiro programa de demissão lançado na gestão de Pedro Guimarães, que assumiu o comando do banco no início do ano com foco em "governança e redução de custos".

Cortes

Nos últimos dois anos e meio, a Caixa realizou três programas de demissão voluntária. Mais de mais de 10 mil funcionários aderiram, gerando uma economia anual de R$ 2 bilhões. Como reflexo dos programas anteriores, a Caixa gastou 3,6% menos com pessoal no ano passado, ou R$ 21,635 bilhões. Somente em 2018, 2.228 empregados deixaram a empresa.

Guimarães pretende cortar R$ 3,5 bilhões em compras no banco. Nos primeiros 20 dias no cargo, ele trocou todos os vice-presidentes, 38 dos 40 diretores e 74% dos 84 superintendentes regionais.

Outra ação na linha de redução de custos anunciada na última quinta-feira, durante transmissão com o presidente Jair Bolsonaro na internet, foi a devolução de parte dos edifícios públicos que a Caixa ocupa. Em Brasília, serão devolvidos dez prédios, de um total de 15, até o fim deste ano. 

Em contrapartida, a Caixa pretende chamar parte das 6 mil pessoas aprovadas em concurso público de 2014. Os funcionários serão contratados pelo regime CLT, sem regime de estabilidade.

Por: AE

DESCOBERTA DO COAF

A dinheirama de Lula 

 O ministro da Justiça, Sérgio Moro, já derrotado na comissão especial da Câmara, pode perder uma ferramenta poderosa: o Coaf possui mais de 17 milhões de informações financeiras. Somente no ano passado, 370 mil pessoas e empresas tiveram as contas vasculhadas pelo órgão. Foi o Coaf que descobriu a fortuna de R$ 27 milhões de Lula.

Por Magno Martins

SPORT - ENTROSAMENTO

Hyuri e Leandrinho revelam entrosamento de infância em lance do gol da vitória do Sport

Estreante, atacante Hyuri marcou o gol da virada leonina no último lance da partida (Foto: Fernando Moreno/Futura Press/Estadão Conteúdo)


Atacante e meia se conhecem desde os 13 anos e repetem jogada que deu a vitória por 2 a 1 sobre o América-MG ao longo dos anos


O gol da vitória de virada do Sport por 2 a 1 sobre o América-MG só veio no último lance da partida, aos 49 minutos do segundo tempo, em uma linda enfiada de bola do meia Leandrinho para o atacante Hyuri. Lance, no entanto, repetido há anos pela dupla. Amigos de infância, os dois jogadores revelaram que já cansaram de repetir a jogada em outras oportunidades. Entrosamento antigo. E benéfico ao Leão.

"Temos pouco tempo de treinamento, mas há muito que a gente se conhece. A gente joga bola junto desde garoto. Ele morava perto de mim e esse movimento ai a gente já conhece desde os 13, 14 anos de idade", lembrou Leandrinho. 

"Nos nos conhecemos em Jacarepaguá, no Rio de Janeiro. Engraçado que dentro do jogo ele falou para mim: 'faz o movimento'. Ai eu mudei de lado e fiz. A primeira eu toquei para trás. A segunda eu consegui fazer o gol", completou Hyuri.

Contratado ainda durante o Pernambucano, o atacante, por sinal, fez finalmente a sua estreia com a camisa do Sport, após cumprir suspensão de três jogos, apliacada quando o jogador ainda defendia a Ponte Preta, na Série B do ano passado.

"Cheguei ao clube há dois meses e acredito que nunca fiquei tanto tempo sem jogar. E entrei na partida em um momento difícil, quando a equipe tinha acabado de sofrer o gol. Mas corremos atrás e quando empatamos no pênalti sabíamos que tínhamos condições de virar, apesar do pouco tempo", pontuou.

"Foi um gol importante para mim, mas muito mais para o Sport. Estávamos esquecendo a vitória. Já havia quatro jogos em que a gente não vencia", encerrou o herói leonino no Independência.  


Diario de Pernambuco

GREVE FAVORECE A EMPRESA

TRIPULANTES ALEGAM MANOBRA DA AVIANCA E SUSPENDEM GREVE
Segundo funcionários, empresa está usando paralisação para justificar cancelamento de voos deficitários

Empresa estaria usando paralisação para justificar cancelamento de voos deficitários

Pilotos, copilotos e comissários da Avianca suspenderam neste domingo (19) a greve iniciada na sexta-feira, alegando que a companhia aérea estaria usando a paralisação da categoria como manobra para cancelar voos deficitários e se beneficiar.
Segundo o presidente do Sindicato Nacional dos Aeronautas, Ondino Dutra, a suspensão ocorre porque a empresa estaria cancelando voos com baixa ocupação e responsabilizando os tripulantes.
“A empresa está aproveitando para cancelar voos deficitários, devido ao pouco número de passageiros. Hoje a companhia tem uma taxa de ocupação de 20%, ao passo que as concorrentes se aproximam de 90%”, acrescentou.
“Se você faz uma greve, você a faz para cobrar que a empresa cumpra seus compromissos. Essa é a lógica. Agora não faz sentido manter a greve quando a empresa começa a se beneficiar disso”, afirmou Dutra.
A suspensão da greve não tem prazo para acabar, e o sindicato deve ir a Brasília nesta terça-feira (21) para conversar com ministros do TST (Tribunal Superior do Trabalho). O objetivo é explicar a situação dos tripulantes e solicitar uma revisão na determinação da Justiça para que 60% do contingente seja mantido no período da greve.
A reportagem entrou em contato com a companhia aérea, mas até a conclusão deste texto não recebeu nenhum posicionamento. 

(Folhapress)

NOVO TRATAMENTO PARA O JOELHO

TRATAMENTO COM LADs REDUZ DOR EM PACIENTES COM OSTEOARTRITE NO JOELHO  
Tratamento de osteoartrite no joelho com luzes de LED é aplicado diretamente na pele, na região afetada; partículas de luz (fótons) interagem com os tecidos, aumentando a produção de energia das células e reduzindo dores crônicas associadas à doença. Foto: Cedida pela pesquisadora/Marucia Chacur

Terapia poderá ser combinada com uso de medicamentos para aumentar qualidade de vida dos pacientes

Testes em pacientes com osteoartrite no joelho mostram que o tratamento com luzes de LED é capaz de reduzir a dor, verifica estudo do Instituto de Ciências Biomédicas (ICB) da USP. Os resultados da pesquisa demonstram que a terapia com LEDs poderá ser utilizada em conjunto com medicamentos para dores crônicas, aumentando a qualidade de vida dos pacientes. Os testes são realizados em parceria com o Hospital das Clínicas (HC) da Faculdade de Medicina da USP (FMUSP) e o grupo de pesquisa está à procura de novos pacientes para o estudo.
Os pesquisadores do Laboratório de Neuroanatomia Funcional da Dor (Land) do ICB se dedicam a estudar novas terapias não farmacológicas – isto é, sem medicamentos – para o tratamento de dores crônicas. “Osteoartrite de joelhos é frequente e de importante impacto na qualidade de vida e capacidade funcional da população geral, principalmente na população idosa”, afirma a professora Marucia Chacur, coordenadora do laboratório.
Nos casos mais avançados da doença, os métodos terapêuticos clínicos atuais não têm a eficácia desejada, e o tratamento cirúrgico, de eficácia comprovada, muitas vezes não é tolerado pelo paciente, ou, outras vezes o tempo de espera para a obtenção da cirurgia é bastante longo. “Alternativas terapêuticas para o tratamento da dor se fazem necessárias”, destaca Marucia. “Uma dessas terapias é a fotobiomodulação, que consiste em tratar a dor utilizando luzes LED ou laser. Atualmente, o grupo realiza, em parceria com o HC, testes com LEDs em pacientes com osteoartrite no joelho, supervisionados pelo médico Hazem Adel Ashmawi.”
A fotobiomodulação é um processo que causa alterações biológicas nos organismos devido à interação de fótons (partículas de luz) com o tecido-alvo. “Os testes ocorrem em dez sessões, duas vezes por semana. O aparelho é colocado no joelho do paciente diretamente na pele, próximo à região afetada. A aplicação é indolor, não invasiva, não possui efeito colateral para o paciente”, conta a professora. “A ideia não é substituir os medicamentos, e sim trabalhar em conjunto para melhorar a qualidade de vida das pessoas.”
Redução da dor
Segundo Marucia, o estudo tem apontado resultados positivos. “Utilizando a escala de dor EVA, pacientes que antes tinham uma dor 8 ou 9, relatam uma diminuição para 5 ou 4”, conta. “Pessoas que antes não conseguiam realizar atividades normais do dia a dia, como subir escadas ou vestir uma roupa, acabam conseguindo fazer mais coisas e já ficam felizes por isso.”
Diferente das luzes utilizadas em procedimentos estéticos, que atingem uma região mais superficial, o equipamento utilizado no tratamento é configurado para emitir uma luz de maior comprimento, que penetra nas diferentes camadas da pele. Em relação aos benefícios da luz, sabe-se que ela age diretamente na mitocôndria, aumentando a quantidade de energia (ATP) nas células.
No entanto, pessoas diferentes podem captar uma quantidade diferente de energia – e a quantidade necessária também depende do tipo de dor. “Dependendo da cor da pele ou da massa corporal, a quantidade de energia absorvida varia e, consequentemente, pode ser necessário utilizar diferentes comprimentos de onda [de luz]”, explica a professora. “A ideia é a quantidade de energia que chega ao tecido ser igual em cada paciente e o aparelho utilizado no tratamento é o único capaz de controlar esta função.”
Marucia aponta que o laboratório ainda está recebendo pacientes para o estudo de osteoartrite de joelho. “São incluídos no estudo pacientes do sexo masculino ou feminino com idade igual ou maior que 21 anos, com diagnóstico de osteoartrite de joelho grau III ou IV, segundo critérios clínicos e radiográficos, apresentando dor, redução funcional nos últimos três meses, capazes de andar de forma independente, com ou sem dispositivos de auxílio à marcha.” Os interessados podem entrar em contato pelo e-mail ensaioclinicohcoa@gmail.com(Jornal da USP)
Mais informações: e-mail chacurm@icb.usp.br, com a professora Marucia Chacur.
Diario do Poder

CHEFE DA CASA CIVIL

ATÉ DEPUTADOS DO PSL GOSTARIAM DE VER ONYX LORENZONE PELAS COSTAS 
Deputado Onyx Lorenzoni, chefe da Casa Civil e o responsável pela articulação com o Congresso. (Foto: Dida Sampaio/Estadão Conteúdo)

Deputados de vários partidos reclamam da articulação política cada vez pior

As críticas cada vez mais ácidas à articulação política, desgastando as relações do governo o Congresso, deixaram o ministro Onyx Lorenzoni (Casa Civil) em posição delicada. A perda de apoio do ministro se reflete nas críticas até mesmo de parlamentares do PSL, partido do presidente, inconformados com sua ausência de Brasília, nos últimos dias, e com a desarticulação que leva o governo a colecionar derrotas. 
Onyx também está com a bola murcha diante do “centrão”, conjunto de partidos fisiológicos que o Planalto não consegue agradar.
“Onyx atrapalha a reforma e a articulação”, critica o líder do Cidadania, Daniel Coelho (PE). Alexandre Frota (PSL-SP) se associa às críticas.
“O ministro está em estado de pré-fritura”, define importante assessor do Palácio do Planalto, que prevê sua substituição iminente.

Diário do Poder

DEFININDO PREÇO À VONTADE

PETROBRAS AUMENTOU GASOLINA 21 VEZES SÓ EM 2019,NO TOTAL DE 35,5%
Com monopólio garantido, Petrobras efetuou 21 aumentos desde o início do ano

Petrobras define preços à vontade, como se fosse empresa privada

Alheia à crise do País, que deixa a economia devagar quase parando, somente em 2019 a Petrobras já decretou até agora 21 aumentos na gasolina, fora outros combustíveis, totalizando alta de 35,5% em um País de inflação anual prevista de 5%. Não há negócio melhor: a Petrobras tem liberdade para fixar seus preços, fingindo que é uma empresa privada no céu, ou seja, sem concorrentes, e com a garantia do monopólio. 
Dos 26 reajustes, este ano, apenas cinco foram para redução irrisória do preço. Mas seu lucro líquido explodiu no período: R$ 4 bilhões.
Implantada em julho de 2017, a política criminosa provocou 207 reajustes até maio de 2018, quando os caminhoneiros pararam o País.
No dia em que os caminhoneiros entraram em greve, há um ano, a Petrobras já havia aumentado o diesel em despudorados 69,78%.
Alheia à crise e ao esforço para gerar mais negócios e empregos, a Petrobras aumentou a gasolina em 56,12%, desde o ano passado.
A informação é da Coluna Cláudio Humberto, do Diário do Poder.

REFORMA DA PREVIDÊNCIA

Reforma: centrão vai se render e tocar mais rápido?


Apesar da tensão no ambiente político, a equipe econômica acredita que a reforma da Previdência está “blindada”, graças à ponte estabelecida diretamente entre Paulo Guedes e Rogério Marinho com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a cúpula da comissão que analisa o projeto.
Há temor, porém, de que manifestações com foco no Congresso acabem contaminando o clima no Legislativo de modo a inviabilizar que, mesmo pessoalmente engajado, Maia consiga fazer a proposta andar. 
Simpatizantes de Olavo de Carvalho dentro do PSL pensam diferente. Acham que, sob pressão, o centrão vai se render e analisar a reforma com mais celeridade. 

(Folha)

MOVIMENTO DO DIA 26

A direita e domingo: “Fechar o Congresso e cercar”

“O ideal é todos partirem para Brasília (…). Fechar o Congresso e sitiar aquele povo”

Até agora, os chamados disparados no WhatsApp miram o núcleo mais radical do bolsonarismo. Há um esforço para reengajar caminhoneiros. Nos grupos, os mais inflamados tratam o Congresso e o STF como “um câncer”.  “O ideal é todos partirem para Brasília (…). Fechar o Congresso e sitiar aquele povo. Chamar o Bolsonaro para tomar uma atitude. Se não deixarem, as Forças Armadas”, diz áudio de um dos líderes. 
Apesar da tensão no ambiente político, a equipe econômica acredita que a reforma da Previdência está  “blindada”,graças à ponte estabelecida diretamente entre Paulo Guedes e Rogério Marinho com o presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e a cúpula da comissão que analisa o projeto.
Há temor, porém, de que manifestações com foco no Congresso acabem contaminando o clima no Legislativo de modo a inviabilizar que, mesmo pessoalmente engajado, Maia consiga fazer a proposta andar.

(Daniela Lima – FSP)